<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832</id><updated>2012-02-16T09:22:08.277-08:00</updated><category term='arte'/><category term='contos'/><category term='democracia'/><category term='Mensagem'/><category term='poesia'/><category term='escola'/><category term='Natal'/><category term='comportamento'/><category term='crônica'/><category term='artigo'/><category term='homenagem'/><category term='Ipameri'/><title type='text'>Ipameri Raizes Culturais</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>40</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-3983657739378623640</id><published>2011-12-08T12:51:00.000-08:00</published><updated>2011-12-08T12:53:00.964-08:00</updated><title type='text'>Pesadelo de uma Mosca</title><content type='html'>Sua origem, muito mais que humílima, tem que, a bem da verdade e com toda a força da expressão, ser considerada desprezível.&lt;br /&gt;Nascida nas mais infectas condições, cercada desde o nascimento por toda variedade de vírus, bactérias, fungos e outros micróbios que habitam as podridões. &lt;br /&gt;Alimentando-se de dejetos; contorcendo-se entre fétidas excreções que putrefazem à sua volta; respirando os gases venenosos que evolam-se dos produtos metabolizados por toda a fauna e flora que com ela habitam a nauseante lama.&lt;br /&gt;Munida de vasto arsenal de enzimas, imune aos microorganismos que a cercam, obstinadamente disposta a sobreviver, almejando, mais que tudo, um dia erguer-se e escapar do pútrido meio em que jaz imersa.&lt;br /&gt; Eis aí o que faz com que resista, cresça, acumule energias, amadureça para depois; de metamorfose em metamorfose, fazer-se díptero e ganhar o espaço, voejar leve, ágil, rápida e livre, respirar o ar puro das alturas, os aromas das cozinhas de todas as categorias, os odores do todas as flores.&lt;br /&gt;Já foi larva e era chamada coró, já foi casulo e era chamada pupa. Hoje é apenas mosca caseira ou mosquito, companheira inseparável do homem. Tão inseparável quanto a barata ou o cão.&lt;br /&gt;Pousada no teto branco, entre numerosos pontinhos escuros deixados por companheiros seus, ou por ela mesma em noites anteriores, olhou o mundo lá fora e sentiu enorme desejo de voar naquele largo espaço que vislumbrava dali.&lt;br /&gt;E, partiu!...&lt;br /&gt;Primeiro, numa ágil manobra, corrigiu a posição; a seguir fez um giro pela sala, talvez para aquecimento; depois provou rapidamente uma migalha de fino bolo deixada sobre a mesa, em contínuo sobrevoou a mesa e tomou a direção da janela que lhe parecia o caminho do mundo. Mas, estranhamente, viu-se impedida por invisível e inexpugnável barreira.&lt;br /&gt;A liberdade lá fora convidativa, obcecante, irresistível; a obstinada persistência geneticamente conferida a ela; tudo favorecendo a que passasse ou morresse tentando; tudo tornando impossível uma desistência.&lt;br /&gt;Se o perigo maior fosse esse persistir teimoso e irracional, talvez o tempo a socorresse. &lt;br /&gt;Mas não havia tempo quase nenhum!&lt;br /&gt;Eis que postada num cantinho do parapeito, na junção do vidro com o suporte de ferro do vitral, uma aranha pega-mosca aguardava ansiosa, há horas, o seu alimento preferido...&lt;br /&gt;Por incontáveis vezes atirou-se contra o vidro na ânsia de alcançar as luminosas distâncias desdobradas à sua frente; forças, energias sem conta gastou tentando, ao impulso das asas, transpor o obstáculo transparente que inexistia para sua percepção visual, mas era perfeitamente concreto para seu tato e para impedir sua passagem.&lt;br /&gt;Percebendo serem inúteis suas tentativas repetidas, já algo claudicante, de ânimo um pouco abatido, pôs-se a caminhar pela lisa superfície a procura de uma falha, uma rachadura, um buraco, um ponto qualquer em que a barreira invisível realmente inexistisse e a deixasse passar.&lt;br /&gt;Devo dizer aos que estão torcendo pela a mosca, que rachaduras, buracos ou uma fresta no vitral, não existiam. O vidro era novo e, o vitral fixo destinava-se tão somente à entrada de luz. Aos que aceitam a fatalidade; aos que acham natural o entredevorar-se dos animais; aos que não simpatizam com moscas, nem mesmo com essa lutadora que vindo das mais ínfimas condições galgou as alturas, freqüentou requintados ambientes, conviveu com a fina flor da espécie humana. A estes devo dizer que as chances da aranha eram quase totais. A demora para a consumação do inevitável devia-se, tão somente, ao fato de a superfície ser muito lisa e perpendicular à horizontal, e à aranha encontrar-se, provavelmente, repleta de ovos e, assim, pesada e fora de sua melhor condição atlética.&lt;br /&gt;Inteiramente seduzida pela paisagem lá fora, a mosca ia e vinha, caminhava em círculos e passava cada vez mais perto da pega-moscas, a qual, ansiosa porém confiante, desejosa mas paciente; concentrava-se, afiava as garras, insalivava antegozando o petisco. Encolhia-se mais calculando o pulo a cada momento em que a mosca passava mais perto. &lt;br /&gt;Imaginariamente talvez houvesse determinado uma linha que, se atingida ou ultrapassada pelo díptero, decretaria sua morte pelo pulo infalível, pela insuportável compressão das tenazes e pelo rápido torpor que infiltrações precisas e repetidas de seu ferrão lhe trariam.&lt;br /&gt;Com o passar do tempo o sol se fez mais claro, o céu mais azul, a natureza ganhou, em luzes e cores, um maior poder de atração.&lt;br /&gt;Inconformada com a idéia de estar presa, desesperada pela incontrolável vontade de seguir, de transpor, de ir em frente; a mosca acelerava o andar, ampliava os círculos...  Ampliava os círculos; cada vez mais próxima... Cada vez mais próxima... Até passar tão perto e a aranha prontamente atacar.&lt;br /&gt;A velocidade, tão somente a velocidade com que fazia as circunvoluções impediu que fosse trucidada de imediato. Teve apenas uma perna presa pelas quelíceras impiedosas da aranha e, esticando-se toda, agitando vigorosamente as asas, conseguiu manter-se fora do alcance das agulhadas fatais do ferrão.&lt;br /&gt;  Batalha sem esperança, luta sem chances, resistir que só tem como prêmio um curto prolongar da vida.&lt;br /&gt;Mas, lutou!&lt;br /&gt;Lutou brava e desesperadamente até que...&lt;br /&gt;Tissii... Tissiii... Uma nuvem paralisante os envolveu.&lt;br /&gt;Deu-se a intervenção do homem.&lt;br /&gt;Uma tontura, um escurecer de vista, descontrole de músculos, enrijecer de asas, afrouxar de quelíceras.&lt;br /&gt;Houve um nada para ambos. Nada que durou, quem sabe, trinta a sessenta minutos, antes de um recobrar lento de consciência.&lt;br /&gt; Consciência que voltou acompanhada de terrível mal-estar, de dores e que atingiu sua plenitude antes que os músculos recobrassem os movimentos e fossem capazes de executar-lhe os comandos.&lt;br /&gt;Conscientes, mas imóveis, mosca e aranha estavam frente a frente postas no piso onde caíram após o tissii do jato repelente de insetos.&lt;br /&gt;Ambas querendo fugir, temerosas e certas, cada uma, de que o mergulho no nada fora obra da outra.&lt;br /&gt;Ambas paralisadas e esquecidas dos desejos anteriores.&lt;br /&gt;Por algum tempo, uma eternidade para a mosca que era a presa, ainda permaneceram naquele flerte paralítico e indesejável para ambas, naquela proximidade irresistível para a aranha e insuportável para a mosca.&lt;br /&gt;Quem primeiro se recompôs foi a aranha que sem incomodar a mosca, tratou de sair mansinha, trôpega ainda e arranjar um canto escuro para ficar acabando de se recompor e fazendo juras de tornar-se vegetariana.&lt;br /&gt;A mosca, ao sentir-se melhor, andou de um lado para o outro durante um certo tempo, depois experimentou as asas, zumbiu, ensaiou vôos curtos e, ao sentir se capaz, galgou o espaço e seguindo uma corrente de ar cruzou a porta e alcançou uma janela aberta por onde ganhou o mundo, deixando  para trás aquele pesadelo.&lt;br /&gt;                                              (11/9/82)     -   Rilmar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-3983657739378623640?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/3983657739378623640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2011/12/pesadelo-de-uma-mosca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/3983657739378623640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/3983657739378623640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2011/12/pesadelo-de-uma-mosca.html' title='Pesadelo de uma Mosca'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-2450536467700433643</id><published>2011-06-10T16:03:00.000-07:00</published><updated>2011-06-10T16:04:08.979-07:00</updated><title type='text'>Amor Perfeito</title><content type='html'>Amor Perfeito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque te vi menina, correndo de short e cabelos compridos sob as mangueiras frondosas;&lt;br /&gt;Porque vi os teus despreocupados risos, a tua alegria juvenil e ouvi os teus risos de criança;&lt;br /&gt;Porque te vi crescendo e ficando mais bela, mais viçosa, mais fugidia.&lt;br /&gt;Nos teus primeiros albores, no fulgir de tua transformação de meiga criança em adolescente irresistível e pura.&lt;br /&gt;Eu te amei!...&lt;br /&gt;Amei quando eu ainda não compreendia bem o que era esse impulso, essa inquietação, essa vontade de te ver, de me aproximar; essa alguma coisa que me entristecia na tua ausência, essa ansiedade com que eu esperava tornar a te ver.&lt;br /&gt;Te amei nos trejeitos; no riso largo e descontraído, nos cabelos   á la garçon’  daqueles anos; nos olhos negros e no olhar profundo e sincero que me devassava; no corpo que adquiria contornos desconcertantes; nos seios que despontavam compondo e enriquecendo o todo, apesar de teu recato.&lt;br /&gt;Te amei tanto que tive forças para, na distância, buscar um futuro para nós dois. &lt;br /&gt;Te amei e te amo tanto que imagino ter eu, e somente eu, colhido o primeiro e todos os teus beijos de amor; todos os teus sorrisos; todos os teus ciúmes, e as mágoas por amor causadas; e as lágrimas por amor choradas; e os ódios do amor nascidos; e os pensamentos que o amor produz; e todas as emoções do amor enfim: pequenas, grandes, infinitas, arrebatadoras, olvidadas e as inesquecíveis.&lt;br /&gt;O tempo passa e eu sigo te conhecendo todos os dias um pouco mais e meu amor por ti segue sendo sempre maior e mais intenso.&lt;br /&gt;Depois de teres me concedido as benesses dos teus encantos, os beijos plenos de teu calor, o amparo, as emoções maiores, o teu amor puríssimo que preencheu todo o universo de minha sede de afeto; ainda me destes filhos que me completam, me orgulham e nos perpetuam.&lt;br /&gt;Depois de tudo teres me dado, depois de teres dedicado tão largo e tão precioso tempo de tua existência a meu lado, comigo e para mim... Seria imaginável que nesse dia, esperasses, talvez um poema, umas rimas, uma estrofe ao menos que te contasse, te transmitisse a infinitude do amor que tenho aqui dentro e nesses anos todos venho tentando externar.&lt;br /&gt;Ah! Querida. Como é pouca a minha arte, quão incapaz é minha rima... Para dizer-te de tal maneira que o sentisses concretamente.&lt;br /&gt;Tirado, uma vez de dentro de mim, esse sentimento, para que o visses em toda sua magnitude; eu, com toda certeza sucumbiria. Pois esse amor é meu próprio eu...&lt;br /&gt;Ele e tão somente ele me anima, ele só e não mais que ele, motiva minha alma. Ao embalo  compassado desse amor é que meu coração alterna movimentos que findam sendo fluxos e refluxos de vida. Advêm dele esses clarões, esses lampejos que às vezes fulguram em meu cérebro e se externam em idéias, em pensamentos, em inspirações.&lt;br /&gt;Esses tantos anos juntos, somados aos que te aguardei; aos que te contemplei apenas; aos de namoro e noivado; perfazem minha existência toda até aqui. Porém, só uma vida secular e unida, cosida, lentamente haurida a dois poderá, talvez, no apagar das luzes ter dado a ti uma pálida noção do que seja esse amor.&lt;br /&gt;Sê alegre, sorri despreocupada que desse bem-querer emana um campo capaz de envolver-te em todos os momentos, em todos os teus estados de alma, em todas as distâncias atingidas ou imaginadas.&lt;br /&gt;Essa atmosfera do meu amor já não me pertence.&lt;br /&gt; É tua e estará contigo sempre e sempre...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-2450536467700433643?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/2450536467700433643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2011/06/amor-perfeito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/2450536467700433643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/2450536467700433643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2011/06/amor-perfeito.html' title='Amor Perfeito'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-2518224534044023704</id><published>2011-04-26T05:24:00.000-07:00</published><updated>2011-04-26T05:34:10.284-07:00</updated><title type='text'>Mãe   -   Peito que Nutre - Ventre que Gesta</title><content type='html'>Mãe é uma essência de Amor do Universo.&lt;br /&gt; É nela que nos abrigamos quando precisamos de paz.  Ela é quem nos protege e acalenta sem fazer perguntas; Ela é quem nos interroga apenas para permitir que nossa alma se abra extravasando o que nos atormenta. Ela sabe a hora do conselho, de reprimir suavemente sem abater a moral; sabe o momento de nos afagar os cabelos, de apertar nosso rosto contra seu peito para transmitir um suave calor, uma segurança necessária, um amor imutável, certeza de sermos compreendidos e de que não estamos sós.&lt;br /&gt;Mãe não se submete aos padrões de beleza terrena. Está sempre acima deles.&lt;br /&gt;Ainda que velha;&lt;br /&gt;Ainda que desgastada;&lt;br /&gt;Ainda que sofrida;&lt;br /&gt;Mesmo que anônima e esquecida!&lt;br /&gt;Mãe tem um cheiro bom de acalento; cheiro inesquecível e necessário; cheiro que se está sempre buscando.&lt;br /&gt;Mãe tem textura macia e morna que envolve e acalma, que abriga, protege e nos faz mergulhar numa quietude tranquila e celestial.&lt;br /&gt;Mãe tem paciência infinita e um saber que sempre transcende a tudo o que sabemos.&lt;br /&gt;Mãe está sempre alcançável e nos recebe invariavelmente com alegria sincera, espontânea e exuberante. &lt;br /&gt;Mãe é amor, é flor, e peito que nutre, é ventre que gesta, é santa que se priva, se cala, se doa; é mestra que ensina e orienta, é virtude inesgotável, é manto que envolve, é fera que defende; ausência que não se supre.&lt;br /&gt;Mãe é presença de paz, é imagem de tranqüilidade, é refúgio seguro. É alegria, é vida na casa, é espera incansável; é dedicação, é cuidados, é crente fervorosa rogando proteção à criança doente, ao guerreiro em combate; ao filho sumido, ao rapaz que se demora na rua , à filha mal casada; ao filho que bebe e à tantas outras situações que ameacem a ninhada.&lt;br /&gt;Mãe benze o corpo e vai à luta. &lt;br /&gt;Reza o terço, murmura ladainhas; confessa, comunga, vai à missa, freqüenta cultos, se entrega a Jesus; vai a terreiros, joga flores para Iemanjá, enfrenta exércitos, multidões e sistemas: na defesa dos filhos. &lt;br /&gt;Ciumenta sempre, valente se necessário, carinhosa, admiradora de cada um de seus filhos, independente de suas qualidades. Hiperativa nos afazeres. Psicóloga capaz de tratar cada filho de forma personalizada afim de que ele se sinta amado, seguro, responsável e apto a se conduzir no emaranhado de caminhos que a complexidade da vida nos antepõe.&lt;br /&gt;Não se compara a anjos nem a santas&lt;br /&gt;Mãe é substantivo e adjetivo em si mesma. ´&lt;br /&gt;É beatitude que não se mede.&lt;br /&gt;Transcende ao humano, mas está sempre ao alcance da mão.&lt;br /&gt; É interjeição que se grita em todo momento extremo.&lt;br /&gt;É humildade concreta envolta em aura de amor. &lt;br /&gt;É fonte perene e suave dessa aura que, em doce envolvência, nos tira do mundo e nos aproxima de Deus. &lt;br /&gt;Mãe é uma criatura irremediavelmente apaixonada pelo fardo que conduz.&lt;br /&gt;                                         Maio de 1990&lt;br /&gt;                                             Rilmar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-2518224534044023704?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/2518224534044023704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2011/04/mae-peito-que-nutre-ventre-que-gesta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/2518224534044023704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/2518224534044023704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2011/04/mae-peito-que-nutre-ventre-que-gesta.html' title='Mãe   -   Peito que Nutre - Ventre que Gesta'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-6600709089660257364</id><published>2011-01-15T05:03:00.001-08:00</published><updated>2011-01-15T05:04:21.505-08:00</updated><title type='text'>O Exterminador de Ratos</title><content type='html'>Ratos,  grandes ratos pardos e rabudos tinham ocupado o espaço   sob um telhadinho que cobria uma laje num dos cômodos lá de casa.&lt;br /&gt;A presença incômoda, os atrevimentos crescentes, os prejuízos, a algazarra que faziam namorando, as reclamações da patroa e dos meninos; tudo foi me chateando e me obrigando a dar um fim neles.   &lt;br /&gt;Então eu parti com a simplicidade dos inexperientes; com a afoiteza do que despreza o adversário; com o menosprezo imperdoável dos que se superestimam e desconhecem o poderio do inimigo.&lt;br /&gt;Parti com um cabo de vassoura em direção ao telhadinho e comecei a cutucar e levantar telhas na esperança de ver ratos voarem apavorados e às tontas para que os meninos e o cachorro os matassem.&lt;br /&gt; Mas qual, onde é que se meteram?... Sumiram como por encanto... Aliás, sumiram com exceção de um adolescente que, de repente se projetou de um vão de telha e caiu no meio do patiozinho cimentado da área. &lt;br /&gt; E aí a balbúrdia se instalou; já que meninos, adultos, cães e gatos; todos ao mesmo tempo, partiram alucinados p’rá  cima do inimigo tão esperado e que, àquela altura, já me parecia apenas um pobre rato acuado.&lt;br /&gt; Mas, o que dizer àqueles vândalos, àqueles revoltados justiceiros que não só queriam o inimigo morto, como queriam, cada um, matá-lo pessoalmente?...&lt;br /&gt;O ratinho, com dois olhinhos assustados e protusos,  não fez qualquer análise das razões do inimigo e nem sequer quis medir-lhe o poder de destruição. Toda a luta, todo heroísmo, toda resistência possível se resumia em sobreviver. E, sobreviver era não ser pego de forma alguma, para o que valia morder, arranhar, correr em ziguezagues, subir pelas paredes e até pelas pernas dos justiceiros.&lt;br /&gt;Daí,  minha casa quase veio abaixo. De um lado: pauladas, gritos, chutes, latidos, topadas, confusão infernal. Do outro: dribles rápidos, idas e vindas incontáveis, guinchos, desaparecimentos momentâneos e mil outros truques de quem tem milhares de anos de tradição neste tipo de luta.&lt;br /&gt;A luta seria tremendamente desigual em favor do rato, não fosse pelo fato de ele não ter como sair do campo de batalha e, em conseqüência, ir tendo suas forças paulatinamente minadas já que lutava sozinho e sem trégua, enquanto que ao inimigo era permitido o revezamento, reforços, troca de vassoura quebrada por outra inteira e, muitas outras vantagens.  Mas, com uns quinze minutos de embate, eu, vendo a depredação que faziam nas paredes, portas e utensílios domésticos; sem que ninguém suspeitasse, desertei de nossas colunas e resolvi apoiar a causa da minoria oprimida, que naquele momento era o fatigado ratinho.&lt;br /&gt;No exato instante em que o dito, minoria oprimida, vinha alucinado para dar a centésima topada com a porta, eu, subitamente a abri, como se fosse entrar para ajudar os opressores e, nisso o rato passou como uma bala em ricochete e desapareceu pelo quintal afora.&lt;br /&gt;Desaprovada aquela conduta, parti para inúmeras outras:&lt;br /&gt;Isca envenenada...  Nada!&lt;br /&gt;Ratoeira infalível... Horrível!&lt;br /&gt;Felinos audazes... Ineficazes!&lt;br /&gt;Gás hilariante... Hilariante!&lt;br /&gt;Gás Lacrimogêneo, Detefon, bombas, fumaça, vigília cívica...&lt;br /&gt;Fracasso total.&lt;br /&gt;Passados uns dias, estava eu pensativo e desanimado à porta de minha casa quando passa um  homem aí de uns cinqüenta e cinco para sessenta anos, curtido de sol, um pouco sujo e com umas botinas já meio corrompidas pelo uso. Bem, a descrição do homem não importa muito; o fato é que ele trazia um saco nas costas e veio exatíssimamente me perguntar se eu não estaria precisando de dar combate a ratos, que era o que ele sabia fazer de maneira eficaz, silenciosa e módica.&lt;br /&gt;Vocês hão de crer que eu não fiz qualquer pergunta? Tal era o meu desespero para ficar livre dos ratos. Não perguntei sequer o que é que ele trazia naquele saco. Apenas combinamos que no dia seguinte estaríamos fora e ele, devidamente informado dos detalhes, ficava com a casa à disposição para o tal extermínio e com ele, ficaria apenas o nosso guarda-noite com ordens expressas de cuidar da casa mas, não interferir no trabalho dele. &lt;br /&gt;Partimos cedo, cheios de esperanças, passamos todo o dia fora e só retornamos boca-da-noite, curiosíssimos e desconfiados. &lt;br /&gt;Ao chegar, encontrei o homem de papo como o guarda, na maior despreocupação do mundo.&lt;br /&gt;- E os ratos? Perguntei.&lt;br /&gt;- Ah! Tem mais rato do que eu pensei e vou precisar de mais tempo.&lt;br /&gt;- E então, como é que ficamos, o senhor volta amanhã para terminar o serviço?&lt;br /&gt;- Num tem jeito não patrão, eu só posso sair com o serviço terminado.&lt;br /&gt;- Mas, e nós?... Há algum inconveniente em dormirmos na casa?&lt;br /&gt;- Bão... Tendo medo de cobra tem.&lt;br /&gt;- Cobras? Que cobras?...&lt;br /&gt;- As cobras que tão pegando os ratos.&lt;br /&gt;- Mas o senhor pôs cobras na minha casa para pegar ratos?&lt;br /&gt;- Pus, mas quando os ratos acabarem eu chamo as cobras e elas voltam p’ro  saco.&lt;br /&gt;- Pois o senhor retire essas cobras imediatamente de minha casa antes que eu tome uma providência.&lt;br /&gt;- Num adianta patrão, elas só obedecem quando os ratos acabam.&lt;br /&gt;Nessas alturas minha mulher, as crianças e até o cachorro que andaram ouvindo parte da conversa, já tinham se encarapitado no carro e se recusavam até  por os pés no chão, com medo das tais de cobras; caninanas como o homem me esclareceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jeito foi encarar um hotelzinho sem estrelas.&lt;br /&gt;Foram seis dias de hotel, mas que valeram apena. Não sobrou um único rato na casa, não se destruiu uma só telha; o homem saiu de lá com um saco cheio de cobras nutridas e felizes e não quis nem cobrar pelo serviço.&lt;br /&gt;É importante salientar que as tais caninanas deixaram por lá um tal almíscar de cobra, que rato nenhum nunca mais se aventurou sequer a se aproximar lá de casa nem para comer queijo.&lt;br /&gt;O homem misterioso sumiu, mas ouço dizer que ele é uma espécie de benzedor e mora ali pelas proximidades da barra do Antas com o Corumbá, assim, se alguém quiser usufruir do método, estou pronto a ajudar a procurá-lo.&lt;br /&gt;05.8.1989&lt;br /&gt;Rilmar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-6600709089660257364?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/6600709089660257364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2011/01/o-exterminador-de-ratos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/6600709089660257364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/6600709089660257364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2011/01/o-exterminador-de-ratos.html' title='O Exterminador de Ratos'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-4916535897713736176</id><published>2010-10-17T09:24:00.001-07:00</published><updated>2010-10-17T09:27:41.567-07:00</updated><title type='text'>Dia do Professor (comentário feito no Blog Brasil Acadêrmico)</title><content type='html'>1  Sabe aquela fala de Salamagro:Todo mundo é escritor, só que poucos escrevem?!...&lt;br /&gt;É, a meu ver, o que se poderia dizer sobre Professores.&lt;br /&gt;Os que decidem fazer de suas vidas o sacerdócio de ensinar, de ter como missão aprimorar indivíduos, preparar pessoas para a vida, tolerar rebeldes, suportar engraçadinhos, decifrar mentes que precisam de abordagens especiais para que aprendam, diagnosticar deficiências para nivelar cada um com o todo, fazer tudo com tanto desvelo, tanta doação, tanta compreensão; que ao fim de cada etapa haja um grupo melhor e com mais conteúdo de conhecimentos para o trabalho, a vida, para si mesmo e, talvez para estar apto a continuar aprendendo.&lt;br /&gt;Essa é sua gloriosa e beatíssima missão. &lt;br /&gt;Eterna e indispensável.&lt;br /&gt;A recompensa, além do dever cumprido;vem, às vezes, da própria turma que o cerca, ao final do curso e agradece com palavras, com flores, com abraços. A recompensa vem, às vezes, de telegramas comunicando êxitos obtidos e agradecendo, vem também de ex-alunos que, pelo resto da vida, ao encontrá-los os reconhecem e cumprimentam com uma saudação calorosa: Hei PROFESSOR como vai? É sempre um prazer revê-lo!&lt;br /&gt;Mestres, Mestres... Vocês que nos ensinaram tudo; ensinem-nos a sentir e externar nossa gratidão para com vocês. Adivinhem, por trás de nossa vaidade e do nosso egocentrismo, o alicerce que vocês puseram sob nossos pés&lt;br /&gt;e no qual nos apoiamos.&lt;br /&gt;Tenham certeza disso. Orgulhem-se. Não se arrependam nunca do bem que derramaram sobre nós.&lt;br /&gt;Deus lhes pague. Sou eternamente grato&lt;br /&gt;Rilmar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Read more: Dia do Professor 2010 - O inimigo agora é outro | Blog Brasil Acadêmico http://blog.brasilacademico.com/2010/10/dia-do-professor-2010-o-inimigo-agora-e.html#ixzz12cobWQ6k&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-4916535897713736176?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/4916535897713736176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2010/10/dia-do-professor-comentario-feito-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/4916535897713736176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/4916535897713736176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2010/10/dia-do-professor-comentario-feito-no.html' title='Dia do Professor (comentário feito no Blog Brasil Acadêrmico)'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-3998560508260428718</id><published>2010-10-08T07:16:00.000-07:00</published><updated>2010-10-08T07:20:57.096-07:00</updated><title type='text'>Couro de Lobisomem  (cordel) -continuação</title><content type='html'>A tarde era réstia de luz&lt;br /&gt;No horizonte sem nome&lt;br /&gt;Rastro de cobra eu vi,&lt;br /&gt;E couro de Lobisomem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de chegar na ponte&lt;br /&gt;Do Corguinho de água quente&lt;br /&gt;Reparei numa casinha&lt;br /&gt;Lá pros lados do poente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi um estranho estandarte&lt;br /&gt;A enfeitar-lhe a frente&lt;br /&gt;Um couro grande, esquisito&lt;br /&gt;Esticado e imponente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Couro negro e cabeludo&lt;br /&gt;De fios grossos revestido,&lt;br /&gt;Não era couro de bode&lt;br /&gt;Nem de bicho conhecido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei em couro de onça&lt;br /&gt;Na resposta da questão&lt;br /&gt;Anta, urso, burro, zebra;&lt;br /&gt;Nenhuma era a solução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curioso como sou&lt;br /&gt;Naquela casa cheguei&lt;br /&gt;Bati de leve na porta&lt;br /&gt;E a resposta esperei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre analisando o couro,&lt;br /&gt;Pertinho e estando a sós&lt;br /&gt;Fui reparando detalhes-&lt;br /&gt;Até que ouvi uma voz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vá entrando, a casa é nossa,&lt;br /&gt;Empurre a porta; bem vindo&lt;br /&gt;Vem dividir a solidão &lt;br /&gt;Que sozinho estou sentindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu passando por aqui&lt;br /&gt;Nesse restinho de dia&lt;br /&gt;Tendo sede, vim pedir&lt;br /&gt;Um caneco de água fria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pois bateu na porta certa&lt;br /&gt;Veio a uma casa amiga&lt;br /&gt;Conversa de copo d’água&lt;br /&gt;É uma desculpa antiga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Se realmente tem sede&lt;br /&gt;Beba água à vontade&lt;br /&gt;Mas se está curioso&lt;br /&gt;Venha saber a verdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você viu aquele couro&lt;br /&gt;Esticado ali na frente?&lt;br /&gt;É de um animal que matei&lt;br /&gt;Bicho muito diferente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sete dias e sete noites&lt;br /&gt;Setenta terços rezei,&lt;br /&gt;Pra desencantar o bicho,&lt;br /&gt;Depois disso eu o matei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma mistura encantada&lt;br /&gt;De cachorro, lobo e homem&lt;br /&gt;O couro que você viu&lt;br /&gt;É couro de lobisomem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lobisomem legítimo&lt;br /&gt;Que uiva  e mata de medo&lt;br /&gt;Mas não pôde com as rezas&lt;br /&gt;E a firmeza de meu dedo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mira da carabina&lt;br /&gt;O monstro sequer grunhiu&lt;br /&gt;Reza, coragem e chumbo&lt;br /&gt;E o bicho sucumbiu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O amigo me desculpe&lt;br /&gt;Mas não sou bobo nem nada&lt;br /&gt;Que couro de lobisomem&lt;br /&gt;Isso é alguma piada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lobisomem é uma lenda&lt;br /&gt;Ou uma raça em extinção&lt;br /&gt;Quem matar um bicho desses&lt;br /&gt;Corre risco de prisão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Matei esse e mato mais&lt;br /&gt;Sou valente e sem temores&lt;br /&gt;Sou chumbo grosso, sou fera&lt;br /&gt;Sou o rei dos caçadores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É brincadeira eu sei&lt;br /&gt;Não se mata uma lenda&lt;br /&gt;Mas se matou de verdade&lt;br /&gt;Faça com que eu entenda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É muito fácil provar&lt;br /&gt;O bicho está todo aí&lt;br /&gt;Examine cada peça&lt;br /&gt;Coloque o pingo no i&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui está a cabeça,&lt;br /&gt;Preste atenção nestes dentes,&lt;br /&gt;Nos fundos dentes de lobo,&lt;br /&gt;Humanos são os da frente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observe a carne escura&lt;br /&gt;Que quanto mais se tempera&lt;br /&gt;Menos cheira a tempero&lt;br /&gt;Mais fede a carne de fera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essas patas imensas,&lt;br /&gt;De que essas patas são?&lt;br /&gt;Parecem patas de lobo&lt;br /&gt;Parecem patas de cão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando agora o couro,&lt;br /&gt;Mais preto que marchetado,&lt;br /&gt;Tem  um odor  bem estranho,&lt;br /&gt;Cheira a cachorro molhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repare nessas orelhas&lt;br /&gt;De talhe reto, incrível&lt;br /&gt;São orelhas de morcego?&lt;br /&gt;Ou de um animal terrível?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheirei, ouvi, reparei&lt;br /&gt;Resisti enquanto pude&lt;br /&gt;Mas chega um certo momento&lt;br /&gt;Em que a evidência ilude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convencido que o lobisomem&lt;br /&gt;Estava morto e picado&lt;br /&gt;A carne em umas gamelas&lt;br /&gt;E o couro bem esticado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive raiva do tal homem&lt;br /&gt;E parti para a cidade&lt;br /&gt;Em busca do delegado&lt;br /&gt;Pra dizer toda a verdade&lt;br /&gt;Do morticínio da lenda &lt;br /&gt;Da grande atrocidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei o delegado&lt;br /&gt;Bebericando na venda&lt;br /&gt;Fui logo dizendo a ele&lt;br /&gt;Seu Humberto me atenda&lt;br /&gt;E venha prender um monstro&lt;br /&gt;Um assassino de lenda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O delegado de fogo&lt;br /&gt;Ficou logo azuretado&lt;br /&gt;Contou as balas do trinta&lt;br /&gt;Enquanto eu olhava calado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois levantou do banco&lt;br /&gt;Fazendo cara de mau&lt;br /&gt;Disse: Você vai comigo;&lt;br /&gt;Você  também Bate pau&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para documentar&lt;br /&gt;Em meio àquele alvoroço&lt;br /&gt;Pegando a sua Nikon&lt;br /&gt;Pendurou no meu pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em direção ao casebre&lt;br /&gt;Seguimos rapidamente&lt;br /&gt;Todos em cima de um jipe&lt;br /&gt;Velho, cambembe e rangente;&lt;br /&gt;Logo chegamos na choça&lt;br /&gt;Pois o Jipe era valente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria que vocês vissem&lt;br /&gt;A cara do tal caçador,&lt;br /&gt;Vendo aquela comitiva&lt;br /&gt;Perdeu todo o seu valor,&lt;br /&gt;Ficou branco como vela&lt;br /&gt;Quase teve um estupor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O delegado chegando&lt;br /&gt;Viu logo o couro esticado&lt;br /&gt;Cheirou e foi confirmando&lt;br /&gt;- Cheira a cachorro molhado;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrando viu as gamelas&lt;br /&gt;Com a carne fedorenta&lt;br /&gt;Examinou com os olhos&lt;br /&gt;Com a língua e com as ventas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Examinou a cabeça&lt;br /&gt;Com a estranha dentaria,&lt;br /&gt;Quanto mais atenção dava&lt;br /&gt;Mais o caçador tremia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caçador gaguejando&lt;br /&gt;Explicar bem que tentou&lt;br /&gt;Esse couro é de búfalo&lt;br /&gt;Um fazendeiro mandou&lt;br /&gt;De longe para que eu curtisse&lt;br /&gt;E muito recomendou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-A carne que tanto fede&lt;br /&gt;Não é uma carne rara&lt;br /&gt;Tem cheiro forte por ser&lt;br /&gt;Carne de uma capivara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E a cabeça tão grande&lt;br /&gt;Guardei-a para exibi-la,&lt;br /&gt;Curtida e trabalhada,&lt;br /&gt;É de um cachorro fila&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Teve as orelhas aparadas&lt;br /&gt;Por uma moda mal-sã,&lt;br /&gt;São orelhas amorcegadas&lt;br /&gt;Como as do Bat-man&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O delegado sossegue&lt;br /&gt;Que o malfeito é aparente&lt;br /&gt;Eu não matei lobo-homem&lt;br /&gt;Juro que sou inocente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fui ficando sem-graça&lt;br /&gt;Vendo o homem se explicar&lt;br /&gt;Mas o delegado estava&lt;br /&gt; Longe de acreditar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caçador se esmerava,&lt;br /&gt;Suando frio o coitado,&lt;br /&gt;O delegado ouvia&lt;br /&gt;Sempre mais desconfiado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim veio a decisão&lt;br /&gt;- Fica lavrado o flagrante&lt;br /&gt;- Bate Pau cumpra a lei&lt;br /&gt;Bote em cana o meliante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tire amostras de tudo&lt;br /&gt;E em caixas de isopor&lt;br /&gt;Acondicione no gelo&lt;br /&gt;Para estudo posterior&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leve o couro conosco&lt;br /&gt;Para a delegacia&lt;br /&gt;Quero o parecer do povo&lt;br /&gt;Que nesse a gente confia&lt;br /&gt;A questão é muito séria&lt;br /&gt;Pois envolve ecologia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tudo o delegado&lt;br /&gt; Foi prontamente acatado&lt;br /&gt;O couro ficou exposto&lt;br /&gt;E o meliante trancado&lt;br /&gt;As caixas foram enviadas&lt;br /&gt;Para um centro adiantado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudando as tais peças&lt;br /&gt;Muito tempo se consome;&lt;br /&gt;Aguarda preso na cela&lt;br /&gt;Aquele valente homem;&lt;br /&gt;E quem examina o couro&lt;br /&gt;Jura que é de lobisomem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Testemunha da verdade&lt;br /&gt;Não aumentei um só ponto&lt;br /&gt;Do que não vi nem provei&lt;br /&gt;Nunca relato nem conto&lt;br /&gt;      Fim &lt;br /&gt;                                                         &lt;br /&gt;Rilmar Gomes&lt;br /&gt;                                                                    &lt;br /&gt;27/12/1991&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-3998560508260428718?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/3998560508260428718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2010/10/couro-de-lobisomem-cordel-continuacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/3998560508260428718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/3998560508260428718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2010/10/couro-de-lobisomem-cordel-continuacao.html' title='Couro de Lobisomem  (cordel) -continuação'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-5956776253746917574</id><published>2010-09-26T17:28:00.001-07:00</published><updated>2010-09-26T17:31:41.957-07:00</updated><title type='text'>Rastro de Cobra - (Lit. de Cordel)</title><content type='html'>Foi numa tarde de verão,&lt;br /&gt;Era um silêncio profundo,&lt;br /&gt;O que aconteceu comigo&lt;br /&gt;Só hoje revelo ao mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nunca vi rastro de cobra&lt;br /&gt;Nem couro de lobisome”&lt;br /&gt;Cantor que isso afirmou&lt;br /&gt;Tentava fazer o nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vivesse um pouco mais&lt;br /&gt;Se vivenciasse o mundo&lt;br /&gt;Descobriria bem cedo&lt;br /&gt;Que não pesquisou a fundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu que pouco viajei,&lt;br /&gt;Sem que a memória falhe,&lt;br /&gt;Afirmo que muito vi&lt;br /&gt;Pois reparei no detalhe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei andar devagarinho&lt;br /&gt;Olhando com zelo e arte&lt;br /&gt;O conjunto como um todo&lt;br /&gt;Mas atento a cada parte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho, escuto, cheiro e toco&lt;br /&gt;Provo se for a questão&lt;br /&gt;Comparo tudo na mente&lt;br /&gt;P’ra formar uma opinião&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no silêncio da tarde&lt;br /&gt;Eu já fora da cidade&lt;br /&gt;Reparei num ancião&lt;br /&gt;Cheio de excentricidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem se abaixava&lt;br /&gt;E fotografava o chão,&lt;br /&gt;Clique que clique e andava&lt;br /&gt;P’ruma nova posição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajude-me nossa senhora,&lt;br /&gt;Santa mãe da piedade,&lt;br /&gt;Não peca quem quer saber&lt;br /&gt;Quem tem curiosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi rezando baixinho&lt;br /&gt;Que me aproximei do tal,&lt;br /&gt;Querendo puxar conversa,&lt;br /&gt;Mas me saí muito mal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gringo me ignorou,&lt;br /&gt;Fazendo que não me viu,&lt;br /&gt;Botando a máquina no ombro&lt;br /&gt;Entrou no jipe e sumiu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que foi que ele viu?&lt;br /&gt;Que coisa tão importante,&lt;br /&gt;Esse homem registrava&lt;br /&gt;De modo tão intrigante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei olhar o chão&lt;br /&gt;Com atenção redobrada&lt;br /&gt;Para ver se descobria&lt;br /&gt;Resposta para a charada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dado momento notei&lt;br /&gt;Sutis, leves,indefinidos&lt;br /&gt;Impressos na areia fina,&lt;br /&gt;Uns sulcos rasos, compridos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo adiante sumiam&lt;br /&gt;Numa fatia de relva&lt;br /&gt;Depois surgiam mais nítidos&lt;br /&gt;Indo em direção à selva;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Selva não, uma matinha&lt;br /&gt;Na beira do ribeirão&lt;br /&gt;Mata que eu conhecia&lt;br /&gt;Como a palma de minha mão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os sinais misteriosos&lt;br /&gt;Não se perderam de fato&lt;br /&gt;Porque sofreram um desvio &lt;br /&gt;E não entraram no mato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na areia, embora leves&lt;br /&gt;Poderiam ser seguidos&lt;br /&gt;Ainda mais se eu aplicasse&lt;br /&gt;Nisso meu sexto sentido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fui seguindo os sulquinhos&lt;br /&gt;Até que, subitamente,&lt;br /&gt;Eles desapareceram&lt;br /&gt;Sem um motivo aparente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um toco, uma pedra e uma moita&lt;br /&gt;Isso só e nada mais;&lt;br /&gt;De uma dessas três coisas&lt;br /&gt;O mistério estaria atrás&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mistério era uma cobra&lt;br /&gt;Que também me espreitava&lt;br /&gt;Enquanto eu a procurava,&lt;br /&gt;Ela, por certo, pensava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que quer esse janota&lt;br /&gt;Andando atrás de mim&lt;br /&gt;Ainda tenho veneno &lt;br /&gt;E posso lhe dar um fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou um pouco pesada&lt;br /&gt;Acho que exagerei&lt;br /&gt;Engolindo aquele sapo&lt;br /&gt;Que na lagoa encontrei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu que sempre muito leve&lt;br /&gt;Não deixo rastro no chão&lt;br /&gt;Com um sapo na barriga&lt;br /&gt;Me arrasto como um vagão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixando o rastro na areia&lt;br /&gt;Fui deveras imprudente&lt;br /&gt;Mas quem segue rastro de cobra&lt;br /&gt;No fim encontra serpente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de minhas experiências&lt;br /&gt;Uma certeza me sobra&lt;br /&gt;Uma coisa é seguir o rastro,&lt;br /&gt;Outra é enfrentar a cobra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O janota é atrevido&lt;br /&gt;Atrevido e persistente&lt;br /&gt;Mas se chegar nesta moita,&lt;br /&gt;Pronto lhe cravo os dentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cobra conjecturava&lt;br /&gt;E eu também refletia&lt;br /&gt;Tenho que ter muito cuidado&lt;br /&gt;Pois já está no fim do dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o sol nessas alturas&lt;br /&gt;Já não clareia o bastante&lt;br /&gt;Vou olhar naquela moita &lt;br /&gt;Mas me mantendo distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que examinei &lt;br /&gt;A pedra e também o toco&lt;br /&gt;A moita eu olhei de longe&lt;br /&gt;Porque não sou nenhum louco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo olhando de longe&lt;br /&gt;Eu consegui vislumbrar&lt;br /&gt;A cobra de bote armado&lt;br /&gt;Pronta para me pegar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu olhava para a cobra&lt;br /&gt;Ela olhava para mim;&lt;br /&gt;Ficamos naquele flerte&lt;br /&gt;Por um instante sem fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A serpente ardilosa&lt;br /&gt;Tomou uma decisão&lt;br /&gt;Exibiu-me a barriga&lt;br /&gt;Fazendo uma contorção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ver tamanha barriga&lt;br /&gt;Naquela cobra impávida&lt;br /&gt;Eu de pronto concluí&lt;br /&gt;Esta cobra está grávida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se cobras não engravidam&lt;br /&gt;É problema da ciência&lt;br /&gt;Por mim estou satisfeito&lt;br /&gt;E em paz com a consciência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica, pois aí gestante,&lt;br /&gt;Está desfeito o mistério&lt;br /&gt;Seja feliz no seu parto&lt;br /&gt;E também no puerpério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dali me afastei&lt;br /&gt;De volta para a cidade&lt;br /&gt;Feliz por minha vitória&lt;br /&gt;Nesta busca da verdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tarde era réstia de luz&lt;br /&gt;No horizonte sem nome&lt;br /&gt;Rastro de cobra eu vi,&lt;br /&gt;E couro de Lobisomem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rilmar- 1991&lt;br /&gt;(a seguir: Couro de Lobisomem) -  &lt;br /&gt;Visite- Blog do Rilmar&lt;br /&gt;Postado por Rilmar  Enviar por e-mail BlogThis! 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Tão agarrado à vida, uma vida que lhe foi tão árdua, tão sofrida, tão cheia de altos e baixos.&lt;br /&gt;Tão frágil, tão submisso, tão entregue; ele que foi na vida fortaleza, disciplina, hombridade, sistemático, liderança e inteligência.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não morreu nos meus braços como talvez fosse a vontade dele, morreu ao lado de uma minha irmã que lhe deu mais amor do que qualquer um de seus filhos que são muitos. Findou-se como uma chama que vai se enfraquecendo lentamente através dos anos derradeiros até que, em certo momento, bruxuleia, treme, perde lentamente o restinho de fulgor e finalmente se extingue e parte na direção do infinito.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ao seu lado estava ela, a filha que mais sofreu sua perda, a que deixava tudo para acudi-lo, para assisti-lo com infinita paciência, dedicação e eficiência. Foi talvez por isso que Deus a escolheu para o angustiante momento do desenlace.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só Deus sabe o porquê de suas decisões!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podendo medir seus temores, seus horrores, suas fraquezas ou sua fortaleza; não posso analisá-lo, pai, sem ser injusto e impreciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim você sempre foi e será um forte; um esteio de minha existência. Um pai enérgico, capaz de corrigir e até ser injusto, mas que sempre me norteou e, com maior ou menor punição era o muro onde meus erros esbarravam e se desfaziam. Acertadas as contas com você, eu estava certo com o mundo. Você cuidava de minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você foi estruturado num mundo de ascetas. De muito fazer, pouco ter, obediência silente e respeitosa, de achar tudo justo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rigor com que a vida o tratou, as asperezas de seus caminhos, os intransponíveis obstáculos diante do menino que não podia se desviar nem desistir, não tinham como não marcar-lhe a alma profundamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O código de ética da sociedade de sua época e do interior de Goiás; as tradições de família que impunham uma hierarquia forte, dura, imutável e vigilante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Deus da época que vigiava e punia a todo instante e em qualquer lugar; as assombrações que aterrorizavam; os demônios que cobravam sua parte em qualquer prazer experimentado; tudo oprimia e enrijecia as gentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua Inteligência invejável devia levá-lo a muitas interpretações de tudo que o cercava; de tudo o que lhe impingiam, mas não havia parâmetros alcançáveis, mundos para serem comparados visto que a comunicação era exígua: nem TV, nem rádio, raríssimos jornais. Nas escolas ainda não se discutia a vida, mas tão somente se decoravam coisas; meio de transporte rudimentar e vagaroso eram o carro de bois, a carroça e o cavalo. Os horizontes eram, assim, muito limitados e de difícil transposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver do próprio trabalho, embora os adultos não reconhecessem, era desde o momento em que as forças já dessem para fazer alguma coisa e a mente capacitasse a obedecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma criança de oito anos, ou menos, já trabalhava do nascer ao por do sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Punições vinham a toda hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elogios só para o trabalho e a obediência cega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opressão para idéias, palpites e criatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem tinha que ser macho a toda prova, mas sexo era indecência, pecado, falta de caráter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, meu pai, esse era o seu mundo com suas regras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos quatorze anos você viajava sozinho montado em um cavalo indo de cidade em cidade levando correspondências, fazendo entregas. Viagens com chuva ou sol, frio ou calor, noites escuras como breu e dias de chuva ou de sol, mas sempre com muito cansaço e grande solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino você num mundo cheio de fantasmas, capetas, onças, lobos, e mesmo pequenos animais que sem serem perigosos surgiam na noite, de repente, causando grandes sustos. O cavalo refugava, o coração dava saltos no peito; a mente chamava desesperada algum santo do céu estrelado; mas o medo era engolido e você seguia em frente, impregnado de cansaço, animado pela vontade de chegar ao pouso, no mais das vezes apenas um rancho sem ninguém dentro e onde barbeiros e morcegos esperavam impacientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que ser forte, corajoso e tenaz; era necessário ser imbatível e ter orgulho do que fazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, com menos de vinte anos, você comandava tropas levando bois de Palmeiras a Barretos; setecentos quilômetros, ou mais ; percorridos à cavalo, lidando com gente, disciplinando, administrando e cuidando de tudo para manter o grupo em harmonia e fazer a entrega na data marcada. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Você conseguia porque era exemplo em sua conduta obstinada e rígida, mais consigo mesmo, do que com o restante da tropa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois veio o exército no tempo da ditadura Vargas, onde pátria, hierarquia, disciplina e honra vinham antes de tudo. Pátria era algo concreto que não dependia de se impregnar o indivíduo da necessidade de amá-la. Os outro itens eram pregados, ditos, repetidos e exigidos até que se tornassem parte do pensamento, da conduta, da própria vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, um dia, surgiu minha mãe com sua doçura, sua beleza, sua meiguice e o encantou. Também ela encantou-se com sua força, seu porte físico, seus olhos azuis. Minha mãe era a ternura, a doçura que precisava de uma mão forte para ampará-la. Você, o homem enrijecido pelo tempo e a vida, precisava da afabilidade e a ternura daquela morena de cabelos negros e ondulados e de sorriso encantador e que além de bela e graciosa, era inteligente e culta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa união nasceram onze filhos entre homens e mulheres, dos quais nove sobreviveram. Não faço a menor idéia de como seria possível criar tão numerosa prole nos dias de hoje e menos ainda naqueles dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram muitos os percalços, os momentos felizes e os de dificuldade e até de desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia em que minha mãe morreu, o mundo ruiu. Ruiu para mim, para todas as pessoas da casa e ruiu para você. Esse verbo é muito mais suave quando o lemos do que quando o vivemos. Cada um de nós foi destruído social e psiquicamente. Você também foi.  Não há como qualquer um de nós aquilatar o quanto essa falta foi capaz de destroçar o coração e a alma de cada um; de infelicitar irremediavelmente pelo resto da existência, cada um de nós; de fragilizar, de deprimir, de desanimar, de desesperar, de desamparar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinqüenta anos se passaram e eu ainda não voltei a ser o mesmo. Não posso, pois, exigir isso de ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que você partiu, e passado algum tempo, parei para essa reflexão e gostaria de ter-lhe dito muito mais vezes que o amei e amo com o amor do filho que tudo fez para brilhar, para merecer sua admiração e seu orgulho. Depois que vivi e fui intensamente testado pela vida; sofri e vi pessoas sofrerem, ganhei, perdi, tive êxitos e falhas; depois de um amadurecimento ocorrido a duríssimas penas; sou capaz de imaginar  o quanto a vida foi dura com você.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quero guardar de nós dois, na lembrança, os melhores momentos nossos. As pescarias, os casos que você contava de sua vida, os bons momentos de você com minha mãe e nós; as vezes em que eu o visitava na sua casinha, já na sua viuvez, a euforia que vivi ao enviar-lhe o telegrama dizendo que eu passara no vestibular de medicina e o dia em que você foi ao baile de minha formatura numa noite fria na beira do lago do Paranoá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez Deus exista e conceda-nos um reencontro numa outra dimensão onde com minha mãe e  todos nossos entes queridos conheçamos a convivência plena onde o amor se expresse pela alegria irradiada em cada gesto, em cada riso, em cada olhar; pelo prazer de estarmos juntos.&lt;br /&gt;      22.08.2010      ---- Rilmar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-4539678434881246247?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/4539678434881246247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2010/08/meu-pai-ha-algum-tempo-aos-noventa-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/4539678434881246247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/4539678434881246247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2010/08/meu-pai-ha-algum-tempo-aos-noventa-e.html' title='MEU PAI, PERFEITO COMO EU'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-6687646197029263076</id><published>2010-08-06T01:58:00.000-07:00</published><updated>2010-08-20T07:30:48.014-07:00</updated><title type='text'>Um Lobisomem na Noite</title><content type='html'>Um lobisomem pode ter coisas a nos ensinar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em noite chuvosa, barulhenta, tempestuosa eu ouvi por entre os estrondos dos trovões e o ruflar pesado da chuva forte, uns barulhos diferentes de tropeços e lamúria, como que vindo do meu quintal escuro e ensopado. Então, destramelei a porta da cozinha que se abriu por si mesma com a força do vento, o qual entrou forte, frio e molhado e, num instante, encharcou minha roupa e meus sapatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio encolhido, meio com medo e tentando enxergar aproveitando os clarões momentâneos dos relâmpagos, avancei cuidadoso pelo quintal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avançara já uns cem metros quando deparei com um vulto encolhido que grunhia e tremia entanguido de frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um pobre Lobisomem, marginalizado, enregelado e talvez doente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali estava ele, lendário, concreto, real, carente e muito sofrido.Olhei-o, a princípio, transido de horror, mas, logo a seguir, ao perceber sua humílima atitude e a expressão humana de seu rosto; enchi-me de pena e num rompante de solidariedade arrisquei-me a convidá-lo com um gesto para que me seguisse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em casa, atirei-lhe uma grossa toalha, cobertores, e ele se encolheu perto do fogo e logo adormeceu. Meio confuso, fechei por cuidado a porta que separava a cozinha do resto da casa e fui para o meu quarto. Já deitado, fiquei por longas horas pensando naquele pobre ser que na minha infância povoara, como outros, minha imaginação. E que era tão temível, tão poderoso, assustador e, agora, concreto como&lt;br /&gt;eu ou a minha cama, ali estava acocorado no rabo do fogão encolhido trêmulo e cansado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que andariam fazendo os lobisomens, os currupiras e tantos outros seres que outrora, antes da bomba atômica, do Sky Lab, da poluição, da ameaça de falta de alimentos e de tantos terrores reais e modernos assustavam os homens e faziam as crianças rezarem e ficarem quietas para dormir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre meditações, cochilos, sobressaltos e, por fim, sono profundo atravessei a noite. Na manhã seguinte despertei cheio de planos brilhantes para ajudar o lobisomem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paciente e submisso ele suportou cada procedimento, cada engano, cada sugestão minha e foi sendo remodelado gradativamente para adaptar-se ao mundo dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tricotomia total, geral e irrestrita, extrações dentárias, plástica das orelhas etc.,etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente conseguiu-se desorrorizar a aparência do Lobisomem e dentro de um grosso macacão de brim, sapatos e luvas o liberei para que saísse pelas ruas e travasse contato com o povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseguimos ajeitar o mínimo indispensável de documentos, demos a ele um nome bem simples, bem simpático e o deixamos ir. &lt;br /&gt;E lá se foi o João!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim do primeiro dia ele voltou e contou que não conseguira ser aceito nem em um grupo de vadios que se reunia em uma esquina. No segundo dia idem... No terceiro, no quarto, no quinto, tudo a mesma coisa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de quase um mês parece que as pessoas foram se acostumando com o seu jeitão e passaram a mexer com ele chamando-o de Corcunda de Notre Dame e, quando descobriram seu nome, imediatamente o apelidaram de João Garante; mas ele não se importou e até deu mostras de estar gostando. Muito forte, paciente, necessitado de amizade tudo isso foi fazendo com que os grupos de braçais o fossem acolhendo paulatinamente até que, finalmente,  ele chegou em casa contando que havia conseguido emprego. Eu e mais um grupo de amigos empenhados na experiência, consideramos aquilo um enorme êxito e demos um hurra de puro entusiasmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Lobisomem com o nome de homem foi dormir muito contente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceito no nosso mundo ele esteve sumido de nosso bairro um bocado de tempo. Tempo em que com força descomunal, dedicação, entusiasmo e esforço incansável enfrentou todo tipo de serviço disponível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve notou que do seu trabalho não advinha mais que mirrado sustento com sacrifício de quase totalidade de suas horas de vigília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto pensou, com certeza estamos construindo uma sociedade tal que, após este período de sacrifícios, passaremos a gozar de tudo o que edificamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo descobriu que o que lhe tocava era a penas aquele sustento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meditou muito... E ficou triste!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meditou mais e teve raiva!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tendo raiva gritou tentando despertar os homens com suas verdades!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns estranharam... Outros ouviram... Alguns apoiaram... Mas, ninguém tinha verdades para gritar e num marasmo homogêneo voltaram ao trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como seu grito não teve repercussão, ninguém o incomodou e assim pôde continuar andando despercebido pelo nosso mundo. E observando... E meditando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viu guerras onde os homens despejavam o fogo que não se apaga sobre seus semelhantes e ao mesmo tempo pregavam a mansidão, abondade, a piedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viu navios de refugiados perambulando pelos mares e a piedade cristã , budista, maometana etc, etc, não saber como acolhê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu os nosso pavores, conviveu com nossas tristezas, partilhou de nossas alegrias, comeu em nossas mesas mais pobres e aspirou a fragrância das mais fartas, apiedou-se de nossa piedade, procurou vislumbrar os nossos horizontes e os notou obscuros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E concluiu: _ O HOMEM É MUITO INFELIZ! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez reste-lhe avançarpelo universo e em mundos novos tentar modelos novos de vida.&lt;br /&gt;Sem poder contribuir para modificar nosso mundo, uma última vez nos procurou e mais sofrido do que na noite da chuva, fez um relato sucinto e nos comunicou que iria bstratificar-se e, em outra dimensão, continuaria sua vida, longe dos horrores desse mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, mudos de espanto, o vimos passar desta para outra dimensão,desaparecendo ali na nossa frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                              Anápolis, 25.11.79&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-6687646197029263076?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/6687646197029263076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2010/08/um-lobisomem-na-noite.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/6687646197029263076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/6687646197029263076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2010/08/um-lobisomem-na-noite.html' title='Um Lobisomem na Noite'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-4827239551787676592</id><published>2010-07-30T15:06:00.000-07:00</published><updated>2010-07-30T15:29:39.323-07:00</updated><title type='text'>CORA CORALINA, Aninha, Minerva, Poema</title><content type='html'>"Agosto,mais um aniversário do nascimento de Cora".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é essa missionária que percorreu esses brasis?...&lt;br /&gt;Que divindade é essa que perpassou os séculos?...&lt;br /&gt;Quem é essa minerva que todos pararam para ouvir?...&lt;br /&gt;Quem é a poetisa capaz de despertar emoções tão grandes em tantas gerações?...&lt;br /&gt;Quem é essa bem amada de todas as camadas sociais?...&lt;br /&gt;É Cora-Coralina, estela mor da poesia goiana. &lt;br /&gt; A expressão mais bela e perfeita da arte do tempo. Sim, nela encontramos o resultado de pacientes e divinas pinceladas dadas uma hoje, outra amanhã, outra um mês, um ano, uma década depois. Arte que o tempo gerou em longuíssima gestação e não poupou meios, matéria, ambientes, nem emoções para a obtenção do sonhado fruto.&lt;br /&gt;Assim, o tempo mesmo quis ser tintas, pincel e cinzel. Para forja, para estufa, para torno usou épocas, pessoas, labores, ambientes e a expôs às mais complexas e variadas emoções.&lt;br /&gt;Ante a possibilidade de que as causas externas projetadas no amálgama incipiente que era ela tivessem efeitos imprevisíveis, o tempo pediu a Deus que a prouvesse de uma alma tal que, mesmo encarnada, transcendesse sempre aos sentimentos humanos. E essa transcendência fazia os sofreres mais sofridos, as dores mais doídas, a solidão mais solitária; intensificava as angústias, engrossava as lágrimas, tornava mais incontidos os soluços. Mas, a mesma transcendência a fazia ir lentamente captando ensinamentos nos fatos, nos erros, nas opressões, nos desprezos. A mesma transcendência a fazia entender, compreender, e, ao invés de acumular mágoas, ter desabrochado, no lugar de cada uma, um embrião de sensibilidade.&lt;br /&gt;Não sei precisar se o tempo, na laboriosa faina de a compor, andou tendo dúvidas, ou se trabalhou sempre seguindo o mesmo  plano.&lt;br /&gt;O mais provável é que ela tenha influenciado o processo, condicionando o seu criador, o qual, diante de cada esboço concluído, iniciava o seguinte dentro da inspiração inicial, mas sofrendo naturais influências do que tinha diante de si.  –“Não é o poeta que faz a poesia – E, sim, a poesia que condiciona o poeta”.&lt;br /&gt;E pela vida afora o tempo a foi fazendo.&lt;br /&gt;Deu-lhe têmpera no trabalho árduo, nas contradições, nas incompreensões, nos sofrimentos vários.&lt;br /&gt;Burilou-a na escola primária da mestra inesquecível, no gosto pela leitura, nas convivências, nas tantas vivências.&lt;br /&gt;Preparou-a. Aguçou-lhe a sensibilidade. Aprimorou-lhe as faculdades intelectuais...&lt;br /&gt;Na atmosfera da Capital Velha, berço da cultura de Goiás, deixou-a exposta longos e importantes anos para que reunisse em si,  os elementos que lhe facultassem extrair de outras vivências, das andanças, das viagens, das novas moradas; ensinamentos, beleza, poesia e também a capacitassem, a, em qualquer lugar ou circunstância, ser incansável e produtiva.&lt;br /&gt;Como seu criador inspirava-se na Aninha de hoje para criar a Cora de amanhã, ela nunca atingiu o estágio final. Todo o dia o tempo a fazia uma nova Cora Coralina.&lt;br /&gt;E, do burilar contínuo, dos retoques do pincel, do constante recriar é que tivemos a menina inzoneira, chorona, sabida demais; a moça bonita, metamorfose da menina feia; a doceira; a mulher decidida, trabalhadeira, criativa e finalmente, para que vislumbrássemos um pouco de seu incalculável conteúdo, para que a compreendêssemos mesmo sem sermos capazes de segui-la em seu constante aperfeiçoamento; a revelou na poesia.&lt;br /&gt;E a poetisa surgiu com toda a força de um saber acumulado desde o século passado, com o prodígio de uma memória capaz de lembrar detalhes mínimos dos mais antigos fatos, de objetos já consumidos, de pessoas já há longos anos idas...&lt;br /&gt;E a poetisa veio com um vocabulário tão belo, tão rico, tão elegante...&lt;br /&gt;E a poetisa nos encanta com uma tão aguda sensibilidade frente à complexidade do contexto social, diante da simplicidade das pessoas simples, da natureza, dos objetos; encanta-nos enfim, pela bela, perfeita e sutilíssima visão que nos deu da vida.&lt;br /&gt;Cora Coralina, amada das gentes, dos intelectuais, de todos quantos já a ouviram ou leram seu poemas.&lt;br /&gt;Deusa que extravasou a sua sensibilidade, encantando os outros.&lt;br /&gt;Musa que na beleza de sua figura de anciã seguia inspirando tantas expressões de afeto e admiração. &lt;br /&gt;Que o tempo, seu criador, continue apaixonado pela obra que criou e siga a recriá-la sempre, todos os dias, para que outras gerações tenham também o privilégio de conhecê-la, pelos testemunhos, por sua obra de extrema beleza e sensibilidade, pelo seu saber e pelo exemplo de vida que deixou.&lt;br /&gt;22.10.l983   --  Rilmar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-4827239551787676592?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/4827239551787676592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2010/07/cora-coralina-aninha-minerva-poema.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/4827239551787676592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/4827239551787676592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2010/07/cora-coralina-aninha-minerva-poema.html' title='CORA CORALINA, Aninha, Minerva, Poema'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-6789581208445123450</id><published>2010-07-10T09:28:00.001-07:00</published><updated>2010-09-09T11:30:04.123-07:00</updated><title type='text'>LAR Ultimo reduto</title><content type='html'>O último reduto, derradeiro bastião, trincheira pela qual se bate  até que se exauram as últimas forças no intuito de preservá-lo, se não para si, para os que compõem essa molécula vital da sociedade, chamada família&lt;br /&gt; Em seu lar cada indivíduo se abriga, se preserva. &lt;br /&gt;No lar que é um espaço físico, social, psíquico; resguardam-se a família, os entes mais queridos, mais caros, mais importantes que o universo todo.&lt;br /&gt;Preservem-no. &lt;br /&gt;Não permitam que o invadam nem de forma abrupta e cruel, nem de forma lenta e dissimulada ou não, nem a nenhum pretexto.&lt;br /&gt;O lar é um reduto da moral, dos usos, dos costumes, da religiosidade; de todas as experiências de vida que, experimentadas, filtramos e queremos passar para nossos descendentes.&lt;br /&gt;Quando de sua constituição, já houve uma interação entre os cônjuges, que se escolheram porque se aprovaram e querem, em comum, passar aos descendentes o bom e o sábio que têm dentro de si.&lt;br /&gt;Nosso lar nos protege, mormente nos primeiros anos, de todas e quaisquer agressões que ameacem a integridade física, até mesmo um  mínimo arranhão ou um toque ríspido. Protege-nos das doenças, das situações de risco a que a inocência ou a inexperiência nos expõem. Preserva-nos da maldade, da violência, da influência má ou equivocada. Guarda-nos, educa, ensina, mostra, prepara.&lt;br /&gt;O lar não é uma coisa, um objeto que se possa dividir sem prejuízo da essência.  Não tem botões de delere  ou ajustes exatos. Nós dirigimos, formamos e até fazemos correções no todo do lar; mas há, como que um código diluído no todo que na medida em que vai sendo montado, resiste a correções, influencia o codificador, rebela-se, equivoca-se com informações contraditórias que não sabe filtrar.&lt;br /&gt;Precisamos de um tempo de reservada convivência para conformar a moral, a ética, a filosofia de vida, as crenças e os mais básicos conhecimentos para a sobrevivência e capacidade de escolhas.&lt;br /&gt;Precisamos de tempo para concretizar, fortalecer, aprimorar a estrutura física e mental.&lt;br /&gt;De um tempo para robustecer fortemente os laços de amor entre os membros da família. &lt;br /&gt;O lar não é propriedade de ninguém especificamente; é da família e pertence a todos os seus membros: pais e filhos.  Seus guardiões naturais são os pais. Grande é seu compromisso. Enorme sua responsabilidade. Torna-se, no entanto, prazerosa e suave com presença do amor.&lt;br /&gt;“Caso um missionário caísse no meio de uma aldeia primitiva, ainda que o comessem, a aldeia não seria mais a mesma. Pior ainda se o preservassem”&lt;br /&gt;Nosso lar se assemelha! Na verdade deve e é necessária uma interação constante com a sociedade mas, o filtro principal são os pais que terão mais condição de passar suas essências, seus conteúdos de vida a seus filhos quanto mais limpas e ávidas estiverem suas mentes.&lt;br /&gt;O contato, a integração com o mundo será cada vez maior e a nossa herança, nosso arsenal, nossa conformação física e psíquica farão com que  separemos joio de trigo, soframos influências mas, façamos escolhas e também influenciemos para que o universo social nos acolha e seja agradável pára o todo e para cada um de nós.&lt;br /&gt; Por melhor que seja o mundo, é bom que os filhos amem voltar ao lar de quando em vez e reviver momentos de convívio com suas raízes. Esses laços são naturais e se estabelecem no tempo em que se viveu no lar, em família.&lt;br /&gt;Rilmar   --03.07.2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-6789581208445123450?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/6789581208445123450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2010/07/l-r.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/6789581208445123450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/6789581208445123450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2010/07/l-r.html' title='LAR Ultimo reduto'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-4273987555024585668</id><published>2010-05-27T04:04:00.000-07:00</published><updated>2010-05-27T04:24:30.576-07:00</updated><title type='text'>TERRA SUOR E MILAGRE</title><content type='html'>(Histórias Possíveis)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Foi tão casual o achado meu naquele dia, quanto foi valioso e inesperado.&lt;br /&gt;        Um grande e cobiçado diamante!&lt;br /&gt;        E era meu!&lt;br /&gt;        Então o vendi para um homem que se dizia sócio de um banco.&lt;br /&gt;       Apurado o dinheiro dei-o a meu pai que, na verdade, foi quem o recebeu do homem e era, a meu ver, a pessoa mais sábia e honrada do mundo.&lt;br /&gt;      Meu pai, na sua imensa sabedoria, tratou de aplicar a fortuna de modo a dar renda e ocupação a toda família.&lt;br /&gt;     Comprou um trator novo e robusto, ágil e durável além de econômico.&lt;br /&gt;     Comprou terras planas e férteis a perder de vista.&lt;br /&gt;      Pensou, pensou e concluiu: - Vamos plantar mandioca. O risco é pequeno, o preço está ótimo, o custeio é baixo e dá pouco trabalho.&lt;br /&gt;          É notório o destemor dos Gomensauros (ancestrais pré-históricos dos Gomes atuais); por isso mesmo ficou decidido que plantaríamos um mandiocal tão grande que causasse espanto a todos os demais plantadores dali e de lugares distantes.&lt;br /&gt;     Tínhamos a terra, as ramas de mandioca, um ufanismo destemperado e sem tamanho e, sobretudo, tínhamos ainda uma boa quantia em dinheiro.&lt;br /&gt;     Cem alqueires de terra plana e fértil; uma infinidade de toletes de ramas de mandiocas; as mais variadas: mandioca pão, mandioca amarela, mandioca cacau, caipira de Minas, da Bahia, do Pará, mandioca brava e outras mais.&lt;br /&gt;     Depois de tudo arado, revolvido, corrigido, adubado; tocamos a plantar, plantar até que não houvesse mais três palmos quadrados de terra sem dois toquinhos de mandioca plantados.&lt;br /&gt;     Só a planura da terra com as eiras de covas cobertas já tinha muita beleza; mas quando choveu copiosamente e depois de alguns dias a brota ocorreu, foi que a vista se tornou maravilhosa mesmo.&lt;br /&gt;     A brota veio com força, vida, esplendor e cores que iam do verde de vários tons ao marrom avermelhado; e tudo virou um grande tapete que ia e ia se estendendo em direção ao horizonte até perder de vista. O vento ondulava e dava ainda mais vida àquele painel de proporções infinitas.&lt;br /&gt;     E tome trabalho, e luta, perseverança, obstinação incansável, capinas, combates às pragas;  orações silenciosas pedindo chuva, sol e saúde.&lt;br /&gt;     Finalmente a lavoura estava no ponto, podíamos arrancar (colher), vender e apurar novamente dinheiro com o merecido lucro.&lt;br /&gt;     Aí eu resolvi abrir a boca e opinar...!&lt;br /&gt;     -Não gente!... Que bobagem é essa? Vamos industrializar o produto e lucrar muito mais!&lt;br /&gt;     Como?... Disse meu pai, o dinheiro acabou!&lt;br /&gt;   -Ora, a gente vende o trator e compra o maquinário que são os ralos, as mesas, as peneiras, os tanques, as ensecadeiras, etc; compra sacos para embalar, lonas para a secagem e grampos para fechar os sacos.&lt;br /&gt;    Expus minha idéia de tal maneira e pus tudo tão fácil que acabei por convencer meu pai e toda a família de que a idéia era boa e facilmente exeqüível.&lt;br /&gt;        E lá fomos nós produzir polvilho...&lt;br /&gt;        O tempo ajudou e fez muito sol com pouco vento. Trabalhamos como loucos. Ninguém de casa escapou. Moças, rapazes, velhos, meninos, universitários de férias, gatos e cachorros.&lt;br /&gt;       Arranca mandioca, lava na bica, carrega pro galpão, descasca, rala, molha, côa, deixa assentar o polvilho, esparrama para secar. Então o polvilho com a brancura da neve cobriu um campo quase tão extenso como era o mandiocal. Depois ensacamos, fechamos os sacos de uma quarta, empilhamos tudo em um depósito e fomos atrás de compradores.&lt;br /&gt;       - O preço tinha caído!, Ninguém queria comprar!...&lt;br /&gt;       - Ai meu Deus!... E agora?...&lt;br /&gt;      Doamos, distribuímos, consumimos e vender mesmo que era bom, quase nada.&lt;br /&gt;      A ruína já era quase certa. Foi então que um tio meu chegou com a notícia de que a farinha de mandioca era o produto do momento e que se vendêssemos a qualquer preço uns restos de nosso polvilho poderíamos construir fornos e torrar o rejeito de mandioca, que estava guardado, obtido na produção de polvilho e o transformarmos em farinha de mandioca de boa qualidade.&lt;br /&gt;       Quem está perdido não caça caminho! Não é mesmo?&lt;br /&gt;      Pois é, daí, vendemos as toneladas restantes do nosso polvilho e aplicamos tudo em peneiras, fornos, lenha e carvão e desandamos a fabricar farinha de mandioca.&lt;br /&gt;     Implantamos uma incontável quantidade de fornos em forma de iglus que ocuparam os vastos campos que à época do polvilho pareciam extensas planícies cobertas de neve.&lt;br /&gt;     A nuvem de fumaça, de complexa química, emanando dos fornos rumava direto para a camada de ozônio e quase duplicou o buraco além de reforçar o efeito estufa, tal era a quantidade de fumegantes fornos.&lt;br /&gt;     Os olhos se enchiam de lágrimas pelo ardido da fumaça e pela emoção de ver uma indústria produzindo.&lt;br /&gt;     Estaríamos salvos?&lt;br /&gt;     Ainda não.&lt;br /&gt;    Uma noite, depois que havíamos fabricado e estocado toda a farinha, uma grande chuva de trovões, ventos e granizos aconteceu com toda a fúria e arrancou telhas, e revirou tapumes, e invadiu galpões...&lt;br /&gt;    Molhou toda a farinha.&lt;br /&gt;    Bateu um enorme desânimo.&lt;br /&gt;    Desastre total?&lt;br /&gt;    Ainda não.&lt;br /&gt;    Não é que no dia seguinte, quando estávamos no maior desespero, no mais completo desânimo; o telefone tocou e atendendo eu ouvi:&lt;br /&gt;     - Como? - Se temos farinha? – Temos, mas está molhada, muito molhada. - Hein, vocês só se interessam por ela se estiver molhada? – Não acredito. – Mas para que serve farinha molhada?  &lt;br /&gt;     - Para fazer pirão!&lt;br /&gt;     - Sim, dizia a voz, basta acrescentar cubinhos de caldo de carne e depois separar em porções, levar ao fogo e, a seguir congelar. Pirão de mistura repousada, quanto mais antiga melhor; a Europa compra tudo e a Bahia também... é pegar ou largar... Vocês vendem?&lt;br /&gt;     - É claro que vendemos.&lt;br /&gt;     Pagamos as dívidas e com a sobra vamos comprar um novo trator e aproveitar as ramas do antigo mandiocal para começar tudo de novo.&lt;br /&gt;                                                                                     Rilmar José Gomes &lt;br /&gt;                                                                                     28/07/2007&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-4273987555024585668?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/4273987555024585668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2010/05/terra-suor-e-milagre.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/4273987555024585668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/4273987555024585668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2010/05/terra-suor-e-milagre.html' title='TERRA SUOR E MILAGRE'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-2913862935411436536</id><published>2010-05-01T15:36:00.000-07:00</published><updated>2010-05-02T09:43:46.477-07:00</updated><title type='text'>À Minha Mãe</title><content type='html'>Rilmar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa Senhora na beira do rio.&lt;br /&gt;Lavava os paninhos de seu bento fio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu bem quisera escrever em trovas, mas não as consigo criar dignas destas memórias...&lt;br /&gt;E falo a você, Mãe, com a firme lembrança da sua imagem naquelas tardes ensolaradas quando você, que durante toda a semana lecionara o dia todo e parte da noite para alunos de ambos os sexos, de todas idades,  das mais variadas classes sociais  e de comportamentos os mais diversos e imprevisíveis; mas, que a sua paciência imensa, o seu amor ilimitado, a sua alegria que  se espargia e contagiava a todos; envolviam, compreendiam,  harmonizavam, disciplinavam e conseguiam conduzi-los paulatinamente em direção à luz do saber.  Naquelas tardes ensolaradas você, inesgotável e bela, ainda tinha missões  para o fim de semana.&lt;br /&gt;Como a vejo nítida destacando-se nestas imagens que me vêm à mente. Seu português tão correto, sua letra de lindíssimo talhe, suas frases tão plenas de saber, de compreensão, de poesia, elegantes e delicadas. E as inesquecíveis lições de humildade que nos dava, indo, ao final da semana, alegremente até, levando-nos para o córrego como se fôssemos passear,  quando, na verdade, você ia era lavar a imensa trouxa de roupas que as nove pessoas da casa usaram durante a semana.&lt;br /&gt;E a lembrança me traz você como aquela Nossa Senhora da cantiga de ninar: &lt;br /&gt;Nossa Senhora na beira do rio. &lt;br /&gt;Lavava os paninhos do seu bento fio. &lt;br /&gt;Ela lavava, José estendia.&lt;br /&gt;O menino chorava com o frio que fazia...&lt;br /&gt;Era você lavando, contando casos repletos de interesses para nós que deitados na água morna do pequeno regato mantínhamos os olhos e os ouvidos ligados nos seus gestos e em cada palavra sua no desenrolar da narrativa&lt;br /&gt;Nítida e iluminada como uma santa, saudosa e amada como as mães podem ser, eis como minhas lembranças a retratam.&lt;br /&gt;Fim de dia. Recolhidas as roupas e refeita a trouxa, lá ia você com a imensa mala de roupas e a fila de filhos a acompanhá-la de volta ao lar.&lt;br /&gt;Mais que a professora, maior que a diretora, grande como uma luminosa divindade; tranqüila, afagando um ou outro, sorrindo no seu grandioso papel de Mãe!...&lt;br /&gt; Maria como a mãe do menino Deus, bendita mulher que veio ao mundo para dar amor e espalhar luz e saber. Hei de sempre lembrá-la com seu amável sorriso a semear  virtudes, tolerância e amor.&lt;br /&gt;Muito obrigado minha mãe, minha amiga, meu fanal. Muito obrigado por ter deixado em mim essas lembranças que me envaidecem demais e me ensinam muito o respeito de humildade e altruísmo.&lt;br /&gt;10-05-1979&lt;br /&gt;Rilmar José Gomes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-2913862935411436536?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/2913862935411436536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2010/05/minha-mae.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/2913862935411436536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/2913862935411436536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2010/05/minha-mae.html' title='À Minha Mãe'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-9112821079806871547</id><published>2010-04-22T11:26:00.001-07:00</published><updated>2010-04-22T11:26:48.677-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homenagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>TERRA!.. A Mãe das Mães</title><content type='html'>Passarão os homens, a ambição, a inconsequência... A Terra, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/S8_SoNBTb9I/AAAAAAAADuI/7AUrxJDwdKI/s1600/globo2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/S8_SoNBTb9I/AAAAAAAADuI/7AUrxJDwdKI/s400/globo2.jpg" border="0" alt="Planeta Terra" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462816461155430354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;!--O resumo deve ser posto antes desta linha. Não apagar!--&gt;&lt;br /&gt;No tempo dos voos das cosmonaves, a mente livre percorre as amplidões dos espaços siderais e perpassa satélites, planetas, poeiras cósmicas, pedregulhos meteoríticos, estrelas das mais variadas magnitudes e salta de sistema em sistema ganhando as mais longínquas e impensadas paragens das amplidões infinitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem pensa na posse de algo tão imenso que nem sequer imagina quão grande seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mentes fervilham e trabalham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ciência se desenvolve e avança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tempo da comunicação impossível, das mensagens estelares, dos contatos com outras dimensões de existência apenas suspeitada; do envio de imagens através do vácuo desde os mais distantes planetas à Terra, e de tantas ondas enviadas aos espaços infinitos levando imagens e sons que, sabe Deus, talvez sejam captadas em lugares nunca por nós imaginados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/S8_WHgfOS6I/AAAAAAAADug/dwPAvjjTjWw/s1600/earthwave.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 225px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/S8_WHgfOS6I/AAAAAAAADug/dwPAvjjTjWw/s400/earthwave.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462820297492024226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na era do vasculhar das potencialidades das mentes até nos seus aspectos mais extra-sensoriais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você continua sendo a mãe extremosa, mãe de todas as mães e dos pais, e dos avós e de todos os ancestrais, enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você que protege sem desproteger, sem enfraquecer o forte ou debilitar o fraco. Que incansavelmente vem, há milênios, nos expondo à luz e ao calor do Sol ao fazer o dia e, ao saber-nos cansados, envolve-nos em sua imensa sombra para que repousemos, e faz a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/S8_UPzUe_qI/AAAAAAAADuY/KuMdRt104EQ/s1600/sun_and_earth.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/S8_UPzUe_qI/AAAAAAAADuY/KuMdRt104EQ/s400/sun_and_earth.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462818240962952866" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você que por milhões de anos se preparou para nos conceber, mercê da vontade de Deus; e por outros tantos nos gestou com infinita paciência, aguardando  um lentíssimo evoluir de moléculas, de vírus de bactérias e de uma cadeia imensa de complexidades sucessivas até chegar ao que somos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amada mãe que cede cada átomo, cada cristal, cada molécula para a estruturação de todos os seres. E, os protege para que sobrevivam, e os expõe à agruras e labores para que se robusteçam e ganhem têmpera; e lhes proporciona belezas, perfumes e sensibilidade para que, sendo fortes e rijos também saibam sentir os abstratos sublimes como a saudade, o amor, a fraternidade, a poesia; e que, quando a vida cessa e a alma ganha o infinito, reabsorve cada fragmento, cada grão e seleciona elemento por elemento recondicionando-os para que propiciem renascimentos e , como um todo universal, se eternizem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/S8_TAZ0-zcI/AAAAAAAADuQ/jtdMl54ipPU/s1600/mapaMundi.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/S8_TAZ0-zcI/AAAAAAAADuQ/jtdMl54ipPU/s400/mapaMundi.jpg" border="0" alt="Mapa mundi" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462816876910267842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tempo das maravilhosas realizações dos homens...&lt;br /&gt;Você, sábia como sei não há, por certo, de ficar impassível a tudo o que essas realizações maravilhosas vêm destruindo em você.&lt;br /&gt;Paciente e sábia, eis a sua maior qualidade. Imagino que bem poderia inclinar a sua equatorial cintura de quarenta mil quilômetros e inverter a posição dos pólos com a mesma. Isso provocaria tanta cessação de vida, que a superpopulação, o alucinado progresso, o desenfreado e irracional consumo, tudo regrediria séculos ou milênios. Uma nova humanidade talvez então se conformasse mais evoluída, mais perfeita e mais digna de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas você é mãe!... E, as mães criam, sofrem se doam, se consomem e, muitas vezes sucumbem ante a ingratidão ou a insensibilidade dos filhos, porém nunca sequer lhes ocorre a palavra vingança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/S8_WLvPKAkI/AAAAAAAADuo/whGSU0ZHZiM/s1600/gaia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 292px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/S8_WLvPKAkI/AAAAAAAADuo/whGSU0ZHZiM/s400/gaia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462820370170643010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você fica impassível, ou por ser mãe, ou por entender que a humanidade apenas segue uma trajetória previamente traçada como parecem ser todas as trajetórias de tudo o que existe no Universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é mérito, nem culpa minha, se sendo rijo e forte sou sensível a ponto de dizer que mais que pela gravidade me prendo em você pelo amor e pela gratidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rilmar - 1979&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;22 de abril - Dia da Terra&lt;/small&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--O texto deve ser posto antes desta linha. Não apagar!--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-9112821079806871547?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/9112821079806871547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2010/04/terra-mae-das-maes_22.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/9112821079806871547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/9112821079806871547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2010/04/terra-mae-das-maes_22.html' title='TERRA!.. A Mãe das Mães'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/S8_SoNBTb9I/AAAAAAAADuI/7AUrxJDwdKI/s72-c/globo2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-4635152912585837831</id><published>2010-04-15T15:06:00.000-07:00</published><updated>2010-04-22T10:24:25.597-07:00</updated><title type='text'>Terra!...   A Mãe das Mães</title><content type='html'>Passarão o Homem, a Ambição, a Inconsequência; A Terra não!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tempo dos vôos das cosmonaves, a mente livre percorre as amplidões dos espaços siderais e perpassa satélites, planetas, poeiras cósmicas, pedregulhos meteoríticos, estrelas das mais variadas magnitudes e salta de sistema em sistema ganhando as mais longínquas e impensadas paragens das amplidões infinitas.&lt;br /&gt;O homem pensa na posse de algo tão imenso que nem sequer imagina quão grande seja.&lt;br /&gt;As mentes fervilham e trabalham.&lt;br /&gt;A ciência se desenvolve e avança.&lt;br /&gt;No tempo da comunicação impossível, das mensagens estelares, dos contatos com outras dimensões de existência apenas suspeitada; do envio de imagens através do vácuo desde os mais distantes planetas à Terra, e de tantas ondas enviadas aos espaços infinitos levando imagens e sons que, sabe Deus, talvez sejam captadas em lugares nunca por nós imaginados.&lt;br /&gt;Na era do vasculhar das potencialidades das mentes até nos seus aspectos mais extra-sensoriais. &lt;br /&gt;Você continua sendo a mãe extremosa, mãe de todas as mães e dos pais, e dos avós e de todos os ancestrais, enfim.&lt;br /&gt;Você que protege sem desproteger, sem enfraquecer o forte ou debilitar o fraco. Que incansavelmente vem, há milênios, nos expondo à luz e ao calor do Sol ao fazer o dia e, ao saber-nos cansados, envolve-nos em sua imensa sombra para que repousemos, e faz a noite.&lt;br /&gt;Você que por milhões de anos se preparou para nos conceber, mercê da vontade de Deus; e por outros tantos nos gestou com infinita paciência, aguardando  um lentíssimo evoluir de moléculas, de vírus de bactérias e de uma cadeia imensa de complexidades sucessivas até chegar ao que somos.&lt;br /&gt;Amada mãe que cede cada átomo, cada cristal, cada molécula para a estruturação de todos os seres. E, os protege para que sobrevivam, e os expõe à agruras e labores para que se robusteçam e ganhem têmpera; e lhes proporciona belezas, perfumes e sensibilidade para que, sendo fortes e rijos também saibam sentir os abstratos sublimes como a saudade, o amor, a fraternidade, a poesia; e que, quando a vida cessa e a alma ganha o infinito, reabsorve cada fragmento, cada grão e seleciona elemento por elemento recondicionando-os para que propiciem renascimentos e , como um todo universal, se eternizem.&lt;br /&gt;No tempo das maravilhosas realizações dos homens...&lt;br /&gt;Você, sábia como sei não há, por certo, de ficar impassível a tudo o que essas realizações maravilhosas vêm destruindo em você.&lt;br /&gt;Paciente e sábia, eis a sua maior qualidade. Imagino que bem poderia inclinar a sua equatorial cintura de quarenta mil quilômetros e inverter a posição dos pólos com a mesma. Isso provocaria tanta cessação de vida, que a superpopulação, o alucinado progresso, o desenfreado e irracional consumo, tudo regrediria séculos ou milênios. Uma nova humanidade talvez então se conformasse mais evoluída, mais perfeita e mais digna de você.&lt;br /&gt;Mas você é mãe!... E, as mães criam, sofrem se doam, se consomem e, muitas vezes sucumbem ante a ingratidão ou a insensibilidade dos filhos, porém nunca sequer lhes ocorre a palavra vingança.&lt;br /&gt;E você fica impassível, ou por ser mãe, ou por entender que a humanidade apenas segue uma trajetória previamente traçada como parecem ser todas as trajetórias de tudo o que existe no Universo.&lt;br /&gt;Não é mérito, nem culpa minha, se sendo rijo e forte sou sensível a ponto de dizer que mais que pela gravidade me prendo em você pelo amor e pela gratidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                     Rilmar - 1979&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-4635152912585837831?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/4635152912585837831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2010/04/terra-mae-das-maes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/4635152912585837831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/4635152912585837831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2010/04/terra-mae-das-maes.html' title='Terra!...   A Mãe das Mães'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-2885334450786381509</id><published>2010-03-30T15:55:00.000-07:00</published><updated>2010-03-31T04:29:34.373-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>A Luz, A Cruz, Jesus</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;Réstia de luz&lt;br /&gt;No horizonte;&lt;br /&gt;Pende na cruz&lt;br /&gt;Defronte;&lt;br /&gt;Emana-lhe luz&lt;br /&gt;Da fronte;&lt;br /&gt;A luz, a cruz, Jesus&lt;br /&gt;No monte!&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/S7LIKpqb5oI/AAAAAAAADlw/MDRWh8wKfJg/s1600/crucificacao.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 268px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/S7LIKpqb5oI/AAAAAAAADlw/MDRWh8wKfJg/s320/crucificacao.jpg" border="0" alt="Jesus na cruz no monte" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454642184007181954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--O resumo deve ser posto antes desta linha. Não apagar!--&gt;&lt;br /&gt;Veio de longe para vê-lo. E prostrou-se diante da cruz em que Ele jazia dependurado. Quis erguer os olhos para embeber-se do seu semblante cheio de mansidão.&lt;br /&gt;Mansidão que o homem não alcança, o filósofo vislumbra e o santo procura. &lt;br /&gt;Inútil, não pôde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo ao redor emanava tristeza. Várias vezes tentou levantar o olhar em vão. Faltava-lhe coragem? Forças? Auto-domínio? Ou será talvez que se sentisse pequeno demais diante da magnificência do Cristo? Mas, o cordeiro de Deus na sua mansidão e humildade não poderia acaso ser contemplado de frente por um homem comum?&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/S7LJI8juTYI/AAAAAAAADmA/nu2rEBeuVLk/s1600/cruz1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/S7LJI8juTYI/AAAAAAAADmA/nu2rEBeuVLk/s320/cruz1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454643254231190914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;    No ar e nas coisas pairava o tédio.&lt;br /&gt;    Pendente na cruz o filho de Deus.&lt;br /&gt;    Prostrado em frente um homem que andara muito. Que pernoitara muitas vezes ao relento. Que há muito não via os seus e que viera para vê-lo. A pouco e pouco foi vencendo a emoção e foi subindo vagarosamente o olhar. Viu seus pés descalços, feridos, edemaciados, riscados pelo sangue escorrido já ressecado. Depois olhou o corpo maltratado, as mãos feridas e por fim mirou-lhe a face. A face que deveria refletir a dor do escárnio, da traição, da ingratidão, da injustiça; a face que deveria estar contraída pela dor física; era calma. Irradiava compreensão, piedade até.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/S7LLKRZPvBI/AAAAAAAADmI/UXNJraWuoxI/s1600/passionChristDead.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 190px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/S7LLKRZPvBI/AAAAAAAADmI/UXNJraWuoxI/s320/passionChristDead.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454645476027513874" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;Pendia a cabeça de encontro ao peito como se Ele dormisse. Aflorava-lhe no semblante descontraído a impressão de que sonhava talvez com uma humanidade diferente, compreensiva, amorável, sincera, crente e desprendida.&lt;br /&gt;Viera de longe suplicar-lhe cura. Mas, Ele jazia ali morto.&lt;br /&gt;Não alcançando a cura física, sentiu que suas dores eram pequenas demais diante das dele. &lt;br /&gt;Notou-se egoísta até.&lt;br /&gt;Levantou-se.&lt;br /&gt;Sentia-se leve. Descontraído.&lt;br /&gt;Olhou mais uma vez para o Cristo e suplicou-lhe que o ajudasse no aprimoramento do íntimo. Para que a proximidade da morte e enchesse de esperanças. Para que a fé o enchesse de bondade durante a vida.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/S7LLbGVT5cI/AAAAAAAADmQ/ZSiJ8_FNdVU/s1600/CruzLei.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 238px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/S7LLbGVT5cI/AAAAAAAADmQ/ZSiJ8_FNdVU/s320/CruzLei.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454645765115995586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Virou-se e começou a afastar-se vagaroso. Olhou para a perna que uma úlcera comia e não conseguiu mais ficar triste. Deu alguns passos, desceu a perna da calça cobrindo a ferida e foi embora.&lt;br /&gt;Andava lentamente, arrastando a perna inchada e ulcerada. A ferida era feia, antiga, profunda, cheirava mal e doía muito a cada passo. As pessoas o evitavam. A jornada pelo mundo parecia não ter fim.&lt;br /&gt;Murmurava em prece, pleno de fé: Cordeiro de Deus, ainda que eu não mereça, derrama sobre mim e vossa paz. Alivia meu sofrer...&lt;br /&gt;Num tempo de pouca medicina, de infindáveis caminhadas,sem afeto, vivendo da caridade, era grande súa pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/S7LI6YeQy6I/AAAAAAAADl4/_FL7VpqguFY/s1600/familiaCruz.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 241px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/S7LI6YeQy6I/AAAAAAAADl4/_FL7VpqguFY/s320/familiaCruz.jpg" border="0" alt="A família" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454643004026440610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos depois, anos talvez passados, percorria um estreito caminho que margeava uma cerca quando, parado à sua frente, viu o Cristo. &lt;br /&gt;Tomé, talvez, não tenha visto um Cristo mais concreto e real. &lt;br /&gt;Sentiu que estava diante de Jesus, não houve espanto, nem suplicou nada. Apenas o olhou e vendo que o Cristo sorria, sorriu também.&lt;br /&gt; Depois se ajoelhou e pôs os olhos no chão. Nessa humílima atitude esteve imóvel por um tempo longo e emocionante..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/S7LM14ovubI/AAAAAAAADmY/L9o6KvxTSMU/s1600/pes.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/S7LM14ovubI/AAAAAAAADmY/L9o6KvxTSMU/s320/pes.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454647324807510450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em certo momento, sentindo que Ele se fora, levantou-se. &lt;br /&gt;O coração batia tão rápido e tão forte que parecia saltar do peito. Uma alegria esfuziante o arrebatava. Intrigado, desejoso de contar tudo a alguém, pôs-se a correr como um louco em direção ao povoado.&lt;br /&gt;Deslocava-se velozmente, sem dores e sem se dar conta de que já podia correr.&lt;br /&gt;                                                                                     Novembro de 1972.&lt;br /&gt;Rilmar José Gomes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-2885334450786381509?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/2885334450786381509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2010/03/luz-cruz-jesus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/2885334450786381509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/2885334450786381509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2010/03/luz-cruz-jesus.html' title='A Luz, A Cruz, Jesus'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/S7LIKpqb5oI/AAAAAAAADlw/MDRWh8wKfJg/s72-c/crucificacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-7958028846558285569</id><published>2010-01-30T05:59:00.000-08:00</published><updated>2010-02-04T12:02:47.159-08:00</updated><title type='text'>Denúncia ao Público ou Miséria pouco é Bobagem</title><content type='html'>Notícias da DP – Inacreditável - Li com lágrimas nos olhos&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/S2snxjOzNkI/AAAAAAAAAEI/G9l9h1GdR6Y/s1600-h/sandalias_da_miseria.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 299px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/S2snxjOzNkI/AAAAAAAAAEI/G9l9h1GdR6Y/s320/sandalias_da_miseria.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434481107577026114" /&gt;&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;Deu entrada ontem, nesta DP, o cidadão Mala Concebido, de origem desconhecida, provavelmente de algum livreto apócrifo; o qual foi flagrado e autuado por seis ou mais agentes de diferentes departamentos garantidores do bem estar social; a saber:&lt;br /&gt;Delegacia das mulheres;&lt;br /&gt;Departamento de defesa da criança;&lt;br /&gt;Serviço de proteção aos animais;&lt;br /&gt;Inspetoria da Saúde Pública;&lt;br /&gt;Divisão especial de distribuição da renda familiar.&lt;br /&gt;Os crime de que é acusado o referido meliante são todos graves e inafiançáveis e, as provas levantadas em seu próprio lar, ou melhor casa, ou melhor esconderijo, ou melhor tugúrio;  são incontestáveis, e hediondas.&lt;br /&gt;A mulher é mantida numa espécie de cativeiro. Magrela, pálida, descalça, sem dentes e com uns trapinhos finos a cobrir-lhe o corpo franzino e sofrido.  Trabalha como uma moura seja na varrição da casa, na fazeção da comida que exige criatividade de gênio e milagres da multiplicação diários; ou na trabalheira que lhe dão os seis filhos chorões, catarrentos, lumbriguentos, teimosos, mal nutridos e distribuídos em faixas etárias que variam dos zero aos sete anos.&lt;br /&gt;As crianças passam fome, choram, se coçam, levam safanões e tapas à todo momento. Ora diretamente do pai meliante, ora por culpa do mesmo que ao não prover satisfatoriamente a casa, propicia os fatores que levam as crianças a protestarem com choros e gritos nos ouvidos dos adultos irritados, com conseqüentes repreensões, ou seja, safanões, tapas e beliscões.&lt;br /&gt;Complica-se a situação pela presença na casa de um pobre cão que, a despeito de proteger e vigiar a casa contra malfeitores e ladrões que iriam ali roubar, não sei o quê, é maltratado, come as sobras que nunca existem, apanha mais do que todos da casa e é obrigado a sair pelas ruas revirando latas e pacotes de lixo em busca de sustento para sua vida miserável de cachorro de pobre. &lt;br /&gt;A inspetoria de Saúde Pública quis saber da situação dos sanitários e da destinação dos dejetos. &lt;br /&gt;Pasmem-se leitores, mas o cidadão em pauta teve o deslavado desplante&lt;br /&gt;de fingir que não entendia o que significavam essas coisas. Foi preciso esmiuçar, com muito constrangimento de parte da fiscalização, para que ele, por fim, admitisse que as águas de lavações, sejam de pia, tanque ou banho, saiam por um reguinho cruzando os quintais da vizinhança e iam poluir um corregozinho que passa a um certa distância da casa, de onde provém toda a água que abastece a casa e é buscada pela mulher em pesadas latas-d’água-na-cabeça. O sanitário propriamente dito é um buraco cercado por quatro paus e um plástico preto molambento, e, lá as pessoas se escondem para se esvaziarem quando necessitam.&lt;br /&gt;Crápula é pouco para esse indivíduo!...&lt;br /&gt;Nesse ponto o meliante quis se defender, dizendo que trabalha de oito a dez horas por dia para ganhar o salário mínimo e que o máximo que pode fazer com o minguado provento é a miséria detectada ali.&lt;br /&gt;Nem bem acabara de falar, entrou em pauta o relatório da divisão especial da Distribuição da Renda Familiar. A referida divisão não só detectou in loco abundantes sinais de desvio de verba e aplicação indevida, como ainda se deu ao desvelo de rastrear cuidadosamente, desde à origem, a destinação dada aos proventos do nosso acusado. &lt;br /&gt;É de estarrecer verificar que em uma nação tão rica em exemplos edificantes no trato com verbas e a coisa pública se venha, num certo momento, a deparar com o opróbrio de maneira tão descarada.&lt;br /&gt;Inescrupuloso, sagaz, inconseqüente; eis alguns dos muitos adjetivos que nos ocorrem na análise dos atos sub-reptícios de quem pega um polpudo salário mínimo, do qual foram descontados apenas alguns vales, contribuição sindical e INSS; e, portanto hígido, robusto e plenipotente e o esfacela a seu bel prazer. De cara se detecta um gasto desnecessário com ônibus quando, morando apenas a cinco ou seis quilômetros do local de trabalho, poderia fazer o trajeto à pé ou mesmo pegar uma carona com algum vizinho; logo adiante descobre-se que o perdulário mantinha uma conta num boteco onde, duas ou três vezes por semana, parava para beber uma pinga dupla e comer um naco de lingüiça mista; seguindo o rastreamento vamos descobrir que, geralmente no sábado, o nosso malandro deliciava-se, horas a fio, jogando sinuquinha numa boca-de-inferno  nas imediações de sua casa, e tome desvio de verba; para finalizar, ao analisar sua conta na farmácia, vamos verificar que constam: Sonrisal para tirar ressaca, desodorante para sua inhaca e inúmeras outras miudezas supérfluas. &lt;br /&gt;Somados esses e outros desperdícios, fica perfeitamente explicada a miséria reinante na casa e caracterizada a culpa do réu.&lt;br /&gt;Ao saber que estava condenado e depois de ouvir as argumentações dos vários relatórios, o réu reconheceu suas culpas e prometeu por fim à vida, tão logo seja libertado após o cumprimento das penas, e quis tão somente saber quem iria manter sua família no nível de miséria atual enquanto ele estiver na cadeia.&lt;br /&gt;O agente policial não soube responder, mas deu-lhe uma tremenda bolacha para evitar novas perguntas.&lt;br /&gt; E mais não disse e nem lhe foi perguntado&lt;br /&gt;Do Correspondente especial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                Rilmar – 16.8.91&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-7958028846558285569?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/7958028846558285569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2010/01/denuncia-ao-publico-ou-miseria-pouco-e.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/7958028846558285569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/7958028846558285569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2010/01/denuncia-ao-publico-ou-miseria-pouco-e.html' title='Denúncia ao Público ou Miséria pouco é Bobagem'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/S2snxjOzNkI/AAAAAAAAAEI/G9l9h1GdR6Y/s72-c/sandalias_da_miseria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-2154193075431799574</id><published>2010-01-28T06:27:00.000-08:00</published><updated>2010-01-29T17:51:07.845-08:00</updated><title type='text'>Sobre Mario de Andrade  (para minha Nora)</title><content type='html'>Olhe o que eu achei revirando um baú de papéis amarelados pelo tempo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu tivesse um irmão&lt;br /&gt;E esse brother fosse Mário,&lt;br /&gt;Aceitaria com bondade;&lt;br /&gt;De Andrade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fosse porém esse irmão,&lt;br /&gt;Registrado de Andrade, &lt;br /&gt;Antes do nome, ao contário;&lt;br /&gt;Mário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Andrade, Mário, poeta;&lt;br /&gt;Imortal, com Deus compondo,&lt;br /&gt;Sempre e sempre o seu canto;&lt;br /&gt;Santo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não tivemos o convívio,&lt;br /&gt;Como explicar o vazio,&lt;br /&gt;Que deixou Mario de Andrade?...&lt;br /&gt;Saudade&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;(poeminhas sem dono, da Lira sem Pátria)&lt;br /&gt;Rilmar - 28.01.2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia mais: São Paulo e Mário de Andrade http://blog.brasilacademico.com/2010/01/sao-paulo-e-mario-de-andrade.html#ixzz0duveJ85I&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-2154193075431799574?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/2154193075431799574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2010/01/sobre-mario-de-andrade-para-minha-nora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/2154193075431799574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/2154193075431799574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2010/01/sobre-mario-de-andrade-para-minha-nora.html' title='Sobre Mario de Andrade  (para minha Nora)'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-4824050678762877522</id><published>2010-01-16T15:09:00.000-08:00</published><updated>2010-01-16T15:16:38.799-08:00</updated><title type='text'>MIMOSA - ONDE A VACA VAI O BOI VAI ATRÁS</title><content type='html'>Uma vaquinha mimosa,&lt;br /&gt;Boa a não mais poder,&lt;br /&gt;Pastava tranquilamente,&lt;br /&gt;Deixando o tempo correr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bois e bezerros olhavam&lt;br /&gt;A vaquinha, embevecidos,&lt;br /&gt;Que tranqüila balançava&lt;br /&gt;A cauda em dois sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz-lhe um bezerro afoito:&lt;br /&gt;Quem me dera que agora&lt;br /&gt;Fosse eu grande e bonito,&lt;br /&gt;Para namorar com a senhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai meu Deus, como é bacana&lt;br /&gt;Quando passa para o curral!&lt;br /&gt;Pula o coração cá dentro&lt;br /&gt;Tremo todo, sinto mal.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ela, boa consciente,&lt;br /&gt;Olha com certo desdém&lt;br /&gt;Murmura, talvez, consigo:&lt;br /&gt;Frangote, nem vem que não tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certa feita um boi,&lt;br /&gt;O galã da região,&lt;br /&gt;Criou coragem e falou-lhe&lt;br /&gt;Todo cheio de emoção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizia ele:  –Vaquinha,&lt;br /&gt;De quem esses olhos são?&lt;br /&gt;- Estes olhos são daquele&lt;br /&gt;Que me tem o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E essa boca bonita&lt;br /&gt;Que morde, masca e rumina?&lt;br /&gt;- Esta boca já pertence&lt;br /&gt;Ao galã desta campina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o seu corpo malhado&lt;br /&gt;Posso com ele sonhar?&lt;br /&gt;- Se já tens meu coração,&lt;br /&gt;A quem o corpo hei de dar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O boi cheio de emoção&lt;br /&gt;Para perto dela chegou;&lt;br /&gt;Deu-lhe um cheiro temeroso,&lt;br /&gt;Mas ela não se zangou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, bem mais animado,&lt;br /&gt;Quis ela toda cheirar,&lt;br /&gt;Cheira que cheira, ai meu Deus!&lt;br /&gt;Caiu duro no lugar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica o boi ali caído&lt;br /&gt;E a vaquinha novamente&lt;br /&gt;Vai balançando o rabinho&lt;br /&gt;Encantando a toda a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rilmar José Gomes (1969?)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-4824050678762877522?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/4824050678762877522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2010/01/mimosa-onde-vaca-vai-o-boi-vai-atraz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/4824050678762877522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/4824050678762877522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2010/01/mimosa-onde-vaca-vai-o-boi-vai-atraz.html' title='MIMOSA - ONDE A VACA VAI O BOI VAI ATRÁS'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-8439050050972253663</id><published>2010-01-01T04:59:00.000-08:00</published><updated>2010-01-01T05:07:07.531-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Pôr-do-sol</title><content type='html'>Sol poente, &lt;br /&gt;Por trás do monte escondendo, &lt;br /&gt;Tingindo os vales de ouro&lt;br /&gt;E o céu de púrpura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3ytacfu7I/AAAAAAAAAEA/_EOfj_9mnZ0/s1600-h/pordosol.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3ytacfu7I/AAAAAAAAAEA/_EOfj_9mnZ0/s320/pordosol.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421756388430822322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tarde calma,&lt;br /&gt;Quieta tarde calada,&lt;br /&gt;Silente, muda,&lt;br /&gt;De brisa suave refrescando almas,&lt;br /&gt;De gente fazendo nada,&lt;br /&gt;Sentada nos montes sem preocupações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que não seja viver e beber,&lt;br /&gt;Num gole imenso, sorvendo&lt;br /&gt;Aos poucos, devagar,&lt;br /&gt;A natureza bela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tarde de aves cantando, Ao longe, &lt;br /&gt;Quase imperceptivelmente;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na amplidão dos vales,&lt;br /&gt;Sem perturbar o silêncio,&lt;br /&gt;Sem atrapalhar a brisa , &lt;br /&gt;Sem apressar o Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tarde ampla, acolhedora tarde,&lt;br /&gt;Onde as famílias nas soleiras,&lt;br /&gt;Nos vales, na serra;&lt;br /&gt;Com pés descalços sentindo a terra,&lt;br /&gt;Devaneando vão mentalmente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até Deus, devagar&lt;br /&gt;Em prece sem pressa,&lt;br /&gt;Que ele é eterno e,&lt;br /&gt;Tarde tão linda,&lt;br /&gt;Não compactua com a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tarde serena e calma tarde&lt;br /&gt;Que traduz minha alma&lt;br /&gt;Dentro dessa tarde.&lt;br /&gt;Tranquila e distante como o horizonte,&lt;br /&gt;Que só existe&lt;br /&gt;Longe da gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rilmar (1978?)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-8439050050972253663?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/8439050050972253663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2010/01/por-do-sol.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/8439050050972253663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/8439050050972253663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2010/01/por-do-sol.html' title='Pôr-do-sol'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3ytacfu7I/AAAAAAAAAEA/_EOfj_9mnZ0/s72-c/pordosol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-4761679582030294156</id><published>2009-12-26T03:55:00.000-08:00</published><updated>2009-12-31T09:00:12.653-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Presente de Natal que eu daria a um Necessitado</title><content type='html'>À criança: lar, aconchego, folguedo, brinquedo.&lt;br /&gt;Lar que guarda, protege, preserva, nutre e educa;&lt;br /&gt;Aconchego que é ninho,&lt;br /&gt;Folguedo que é euforia em movimento,&lt;br /&gt;Brinquedo que enche a cabeça de imaginação, que é tesouro incrível,&lt;br /&gt;dádiva, realização. Brinquedo que faz criança feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/SzzWCWNoNAI/AAAAAAAAACg/GxRIYmmVEJI/s320/brinquedo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421443387258057730" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ao jovem: família, sonhos, fé no futuro, confiança em si mesmo,&lt;br /&gt;oportunidades.&lt;br /&gt;Família para apoiá-lo e vibrar com seus êxitos;&lt;br /&gt;Sonhos para idealizar o amanhã;&lt;br /&gt;Fé no futuro para não temer;&lt;br /&gt;Confiança para buscar as soluções em si mesmo;&lt;br /&gt;Oportunidades, para que os sonhos se realizem;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/SzzXrjXrcbI/AAAAAAAAACo/T6W8kyW4tVI/s1600-h/sonhar.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 317px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/SzzXrjXrcbI/AAAAAAAAACo/T6W8kyW4tVI/s320/sonhar.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421445194676138418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ao maduro: paz no lar, segurança no emprego, reconhecimento,&lt;br /&gt;consciência de sua grandeza, alegria no viver;&lt;br /&gt;Paz no lar, para enfim se acalmar e degustar a vida;&lt;br /&gt;Segurança no emprego; as oportunidades se escasseiam;&lt;br /&gt;Reconhecimento; o maior alento para o espírito vem dele.&lt;br /&gt;Consciência; - Foi grande a minha luta, eu alicercei as nossas vidas, sei disso;&lt;br /&gt;Alegria; - Tudo vale a pena se estivermos alegres e de bem com a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/SzzX_GJGk3I/AAAAAAAAACw/rJGVVR_B97Y/s1600-h/desempregados.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 254px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/SzzX_GJGk3I/AAAAAAAAACw/rJGVVR_B97Y/s320/desempregados.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421445530427757426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ao velho:&lt;br /&gt;Amparo, mas não prisão;&lt;br /&gt;Sossego, não abandono;&lt;br /&gt;Respeito afável; não distanciamento&lt;br /&gt;Saúde para o corpo, alegria para a alma,&lt;br /&gt;Brilho para a mente, esperança, ainda que vã, de vida longa;&lt;br /&gt;(esses itens falam por si mesmos);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/SzzYKirPxOI/AAAAAAAAAC4/5ap3GsOpWho/s1600-h/idoso.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 229px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/SzzYKirPxOI/AAAAAAAAAC4/5ap3GsOpWho/s320/idoso.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421445727065720034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A todos:&lt;br /&gt;Um planeta preservado para viver;&lt;br /&gt;-Sem planeta não há vida...&lt;br /&gt;Amor de amar e ser amado;&lt;br /&gt;- Sem esse amor a vida perde o sentido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/SzzYcI24GQI/AAAAAAAAADA/ZKFqeL64OgM/s1600-h/terra.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 203px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/SzzYcI24GQI/AAAAAAAAADA/ZKFqeL64OgM/s320/terra.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421446029372823810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-4761679582030294156?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/4761679582030294156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/12/presente-de-natal-que-eu-daria-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/4761679582030294156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/4761679582030294156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/12/presente-de-natal-que-eu-daria-um.html' title='Presente de Natal que eu daria a um Necessitado'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/SzzWCWNoNAI/AAAAAAAAACg/GxRIYmmVEJI/s72-c/brinquedo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-7754556640677573480</id><published>2009-12-20T03:46:00.000-08:00</published><updated>2009-12-20T03:57:13.700-08:00</updated><title type='text'>Uma Rosa para Laura  -</title><content type='html'>(poemas que eu balbucio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria te dar uma rosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Linda e diáfana como&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino que imaginas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma rosa graciosa e sutil,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um rosa suave e maravilhoso,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respingada de orvalho e&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das lágrimas que a noite chora..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma rosa iluminada por um&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Forte clarão momentâneo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um brilho difuso e nítido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a luz do vaga-lume&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em noite escura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma rosa ideal e pura,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bela e suavemente perfumada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imantada de um encanto natural,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que te inebriasse e prendesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que te encantasse&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te fizesse sorrir extasiada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te levasse às lágrimas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que, enfim, revelasse&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As emoções mais secretas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tua alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que exteriorizasse&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através de teu amor,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A percepção da emoção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contida na flor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Rilmar (1990)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-7754556640677573480?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/7754556640677573480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/12/uma-rosa-para-laura-poemas-que-eu.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/7754556640677573480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/7754556640677573480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/12/uma-rosa-para-laura-poemas-que-eu.html' title='Uma Rosa para Laura  -'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-8280288137354861770</id><published>2009-12-15T13:27:00.000-08:00</published><updated>2009-12-15T14:15:48.883-08:00</updated><title type='text'>A Poesia e o Poeta</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/SygKhJ2JNiI/AAAAAAAAAB4/5Xg4-SxkRAs/s1600-h/POESIA_PURA%5B1%5D.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 244px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/SygKhJ2JNiI/AAAAAAAAAB4/5Xg4-SxkRAs/s320/POESIA_PURA%5B1%5D.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415590116607997474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Poesia é uma forma,&lt;br /&gt;Uma maneira , um jeito,&lt;br /&gt;De expressarmos aos outros&lt;br /&gt;Gritos contidos no peito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São as mágoas, os tormentos,&lt;br /&gt;Júbilos, sorrisos, saudade,&lt;br /&gt;Externados, de tal modo, &lt;br /&gt;Que evoque reciprocidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poesia é um momento&lt;br /&gt;Em que o eu interior&lt;br /&gt;Fala de alma para alma,&lt;br /&gt;Com algum interlocutor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poesia é o amor.&lt;br /&gt;Da desolação, do tédio,&lt;br /&gt;Dos tantos males da vida,&lt;br /&gt;É lenitivo é remédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poesia e o poeta,&lt;br /&gt;Têm relação bem estreita,&lt;br /&gt;Ele se expõe, vivencia,&lt;br /&gt;Ela aguarda, espreita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elaborada a vivência,&lt;br /&gt;Tenta expressar o que sente;&lt;br /&gt;Fiel ela se entrega,&lt;br /&gt;Com seus versos mais ardentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, dessa integração,&lt;br /&gt;Desse pacto de amor, &lt;br /&gt;Surgem jardins de emoções,&lt;br /&gt;De paz, de enlevo e esplendor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os amantes se completam,&lt;br /&gt;Um sente, a outra traduz;&lt;br /&gt;Ele pensa que a cria,&lt;br /&gt;Ela supõe que o conduz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rilmar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-8280288137354861770?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/8280288137354861770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/12/poesia-e-o-poeta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/8280288137354861770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/8280288137354861770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/12/poesia-e-o-poeta.html' title='A Poesia e o Poeta'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/SygKhJ2JNiI/AAAAAAAAAB4/5Xg4-SxkRAs/s72-c/POESIA_PURA%5B1%5D.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-5146286025583988053</id><published>2009-12-15T13:18:00.001-08:00</published><updated>2009-12-15T13:20:06.989-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-5146286025583988053?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/5146286025583988053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/12/blog-post_15.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/5146286025583988053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/5146286025583988053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/12/blog-post_15.html' title=''/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-4482501154195237957</id><published>2009-12-15T13:18:00.000-08:00</published><updated>2009-12-15T13:20:06.185-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-4482501154195237957?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/4482501154195237957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/12/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' 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href="http://3.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/SygLaU9DG3I/AAAAAAAAACA/QEh-TxcqEW4/s1600-h/naoSei%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 211px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/SygLaU9DG3I/AAAAAAAAACA/QEh-TxcqEW4/s320/naoSei%5B1%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415591098842291058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Somados tudo o que sei mais o que penso que sei; é muito menos do que aquilo que eu não sei.&lt;br /&gt;Somados os dois primeiros com o terceiro; é infinitamente menos do que o que eu ignoro.&lt;br /&gt;O que eu ignoro é aquilo que eu nem sei que não sei.&lt;br /&gt; Rilmar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-265676511846912595?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/265676511846912595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/12/pensamentos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/265676511846912595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/265676511846912595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/12/pensamentos.html' title='Pensamentos'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/SygLaU9DG3I/AAAAAAAAACA/QEh-TxcqEW4/s72-c/naoSei%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-1043029480185797849</id><published>2009-12-07T15:29:00.000-08:00</published><updated>2009-12-07T15:34:21.185-08:00</updated><title type='text'>Barrabaz o Cão Amigo</title><content type='html'> &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Moleques de rua vinham, frequentemente, pulando o muro de meu quintal e praticando furtos. Diziam algumas pessoas que era porque tinham fome; que não o faziam por maldade; que se eu tivesse paciência, Deus me recompensaria.&lt;br /&gt;• Se Deus aparecesse para mim, ao menos em sonho e me prometesse recompensa, vá lá!... Mas, vocês sabem como são essas coisas de Deus não é? Quem fala em nome d’Ele, certamente nunca o viu e nem verá. Até, porque há muito maior probabilidade de se ganhar na mega-sena sozinho do que se encontrar com Deus. Não que eu não creia; mas entre o crer, o merecer e o ver vai uma distância tão grande que é melhor a gente não se animar muito não. &lt;br /&gt;• Sendo assim; eu a cada dia ficava mais puto com aqueles pivetes filhos –da- mãe.&lt;br /&gt;• Roubavam de tudo!...&lt;br /&gt;• Bicicleta, velocípede, galinhas, frutas, bujão de gás, roupas do arame, calçados que ficassem no quintal para secar e até torneiras e bomba de imersão na cisterna; deixando a casa sem água e causando o maior tumulto.&lt;br /&gt;• Daí, resolvi por cacos de vidro sobre o muro e uma cerca elétrica dita como infalível.&lt;br /&gt;• Realmente, a cerca era infalível. Com menos de uma semana que fora colocada; um grupinho de pivetes, os de sempre, duvidou de sua eficiência e tentou pular o muro.&lt;br /&gt;• Foi bater- e –valer! &lt;br /&gt;• Em plena madrugada fui acordado pelos vizinhos revoltados esbravejando em frente à minha casa, e pelas mães dos pivetes que faziam o maior escândalo gritando para que eu desligasse a cerca.&lt;br /&gt;• Atarantado de sono, assustado, nervoso e com medo de ter matado alguém, peguei o controle remoto da cerca elétrica, cliquei desesperadamente apontando para a caixa do alarme e, depois de várias e angustiantes tentativas, consegui desligá-la.&lt;br /&gt;• Cessou o alarme da cerca, mas a rua se encheu com o ruído do corpo de bombeiros, do SAMU e da polícia que chegaram quase juntos para prestar socorro,  arrancar a cerca e me levar até à delegacia para lavrar o flagrante.&lt;br /&gt;• Na delegacia o delegado me olhava com ódio enquanto fazia perguntas e anotava num livro grosso e antigo, dois policiais cochichavam entre si e me o apontavam com desprezo; um advogado esfregava as mãos olhando para mim com uma cara esperta e marota.&lt;br /&gt;• Felizmente Deus, o inacessível, compareceu também, não deixando os moleques morrerem, acalmando a multidão e transformando o flagrante apenas em uma pesada fiança que paguei sem reclamar já que estava morto de medo das conseqüências.&lt;br /&gt;• Conjecturei: - Tudo bem, fico sem a cerca, mas ninguém vai continuar me roubando!&lt;br /&gt;• - E, onde é que ficam a polícia, o SAMU, os bombeiros e esse bando de vizinhos que não vêem esses capetinhas pulando meu muro e roubando minhas coisas?... De que lado eles estão?&lt;br /&gt;• Pensei comigo mesmo:&lt;br /&gt;• - Ah!... Não aceito. Vou é comprar um cão de guarda.&lt;br /&gt;• Comprei!...&lt;br /&gt;• Comprei um cachorro fila mestiço com buldogue e, para não ficar a vida inteira esperando o animal crescer, comprei um filhote já meio erado, de mais ou menos um ano e meio.&lt;br /&gt;• De tão grande e tão zangado, lembrava o Barrabaz da Izabel Allende de Casa dos Espíritos. Depois de muita adulação, longas conversas e afagos arriscados, o cão foi lentamente nos aceitando e, finalmente, se tornou um de nós.&lt;br /&gt;• Territoriais como são os cães, o nosso tratou de demarcar o terreiro com grandes esguichos de urina nos troncos das árvores, no pé do muro, nas pedras e até nos buracos de formigas do quintal.&lt;br /&gt;• Depois disso vigiava o quintal noite e dia atacando violentamente qualquer coisa que tentasse pular o muro: gatos, gambás, ratos e, é claro, moleques encapetados e indesejáveis.&lt;br /&gt;• Com o tempo e cachorro cresceu mais e ficou mais bravo ainda. Quando estava zangado punha-se de pé nas patas traseiras e mostrava a carranca ameaçadora por cima do muro, assustando os transeuntes.&lt;br /&gt;• Não tardou muito e veio uma ordem judicial determinando que eu contivesse o animal, amordaçasse e colocasse placas avisando de sua periculosidade; ou abrandasse o seu gênio.&lt;br /&gt;• Não tive dúvidas. A solução era abrandar o gênio.&lt;br /&gt;• Após consultar vários entendidos, ficou estabelecido que  castração  seria a solução para o abrandamento do gênio do bicho.&lt;br /&gt;• Castração não me parecia difícil. Digo da execução. Faca amolada, alguém distraindo o cão, coragem, destreza e decisão; já que anatomicamente não parecia haver dificuldade alguma. O que devia ser extirpado estava bem à mostra e bastante acessível. Duas bolotas acondicionadas em uma pequena bolsa pendurada bem na parte de trás do cachorro. Como se estivesse ali para se exibir.&lt;br /&gt;• Preparei todo o meu material necessário para o ato médico: Uma tigela para receber a peça retirada, uma bacia com água limpa e morna conforme via nos filmes, compressas, sabão, álcool iodado, agulha e fio para sutura.&lt;br /&gt;• Tomei um trago duplo de cachaça para aumentar a coragem e passei a amolar bem uma grande faca de churrasco.&lt;br /&gt;• Amolava a faca pacientemente enquanto observava o cão que não tirava os olhos de mim. Ora me olhava com um olhar triste e incrédulo, ora com uns olhos arregalados de espanto.&lt;br /&gt;• Parece que ele desconfiou da maçada não só por ver aquela faca grande ser amolada com tanto esmero, como também porque alguém o havia ludibriado dando-lhe um osso enquanto outra pessoa foi por trás e deu um banho de água morna na peça visada para o ato cirúrgico e em suas adjacências. Depois passaram uma solução de iodo chamada povidine e, em seguida, vestiram-lhe uma espécie de fralda com uma abertura própria para deixar de fora a bolsa com as duas glândulas.&lt;br /&gt;• Desconfiado, ele se aproximou de mim e roçou seu corpanzil em meu joelho, primeiro o lado esquerdo, depois o direito, em seguida latiu duas ou três vezes como que querendo certificar-se de nossa amizade. Afastou-se então e foi postar-se a cerca de cinco ou seis metros de mim.&lt;br /&gt;• Em certo momento o cão começou a choramingar num ganido triste e secular, a uivar baixinho num uivo longo como a se despedir da vida; sentou-se sobre os testículos, cruzou as pernas traseiras e adotou, ao mesmo tempo, uma expressão de quem implorava piedade, mas deixando bem claro que lutaria até a morte para defender sua macheza.&lt;br /&gt;• Meu coração gostava daquele bicho. &lt;br /&gt;• Sua expressão, seu lamento triste, sua lealdade, a solidariedade própria de nós os machos; essas coisas todas foram minando-me em minha decisão até que, por fim, guardei a faca, afaguei a cabeça de meu cachorro e desisti de castrá-lo.&lt;br /&gt;• Ficamos ambos aliviados.&lt;br /&gt;• Mandei fazer uma grade interna a mais ou menos um metro do muro, em toda sua extensão para manter o animal longe dele. Não amordacei o cão, mas deixei mordaças à disposição de quem as quisesse colocar nele e esparramei placas do lado externo do muro, avisando:&lt;br /&gt;• - Cuidado... Hulk no quintal. Só ataca quando zangado. Só se zanga quando alguém pula o muro para dentro. Uma vez zangado fica enorme e agressivo. Ninguém consegue contê-lo.&lt;br /&gt;• Nunca mais tive problemas com os pivetes, que não tendo como roubar e ter vida fácil devem ter procurado caminhos como estudo, disciplina, dedicação e trabalho e, por certo, arrumaram suas vidas e deixaram a minha em paz.&lt;br /&gt; Rilmar&lt;br /&gt;• 26.4.2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-1043029480185797849?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/1043029480185797849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/12/barrabaz-o-cao-amigo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/1043029480185797849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/1043029480185797849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/12/barrabaz-o-cao-amigo.html' title='Barrabaz o Cão Amigo'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-2325739009068608722</id><published>2009-12-02T00:57:00.000-08:00</published><updated>2009-12-02T00:58:15.931-08:00</updated><title type='text'>O Prego e o Martelo</title><content type='html'>O PREGO E O MARTELO&lt;br /&gt;     Um prego e um martelo jaziam lado a lado, a cerca de uns cem metros de uma hidrelétrica em construção.&lt;br /&gt;Quase ao mesmo tempo, perceberam uma inscrição nítida e tosca numa parede e que dizia: &lt;br /&gt;Quando Você for martelo, não se esqueça de que já foi prego!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Martelo leu, não disse nada e continuou em sua inércia. O prego, no entanto, deu a maior importância à mensagem e principiou a refletir na dura missão dele, prego, que implantado a duras marteladas bem aplicadas em sua cabeça penetraria, lenta e sofridamente, no madeiramento até desaparecer quase por completo, quando então ficaria sustentando toda uma armação pesadíssima de caibros e tábuas, no mais completo anonimato.&lt;br /&gt;E, ai dele se apresentasse qualquer folga, por mínima que fosse, porque prontamente alguém perceberia e novas e contundentes marteladas o recolocariam no seu humilde e devido lugar.&lt;br /&gt;Ah! Martelo, disse o Prego, depois de relatar seu pensamento; não queira nunca ser prego.&lt;br /&gt;O Martelo refletiu por dois segundos e respondeu:&lt;br /&gt;Meu amigo; não pense que eu já nasci martelo. Não meu caro, eu já fui minério como você foi, passei por uma fundição, fui um valoroso prego na construção da usina de Tucuruí; sustentei orgulhosamente as tábuas que escoraram trechos das barragens de cimento e aço; depois fui rejeito, quase lixo; fui colhido e levado para Brasília onde fixei tábuas de barracos de úteis candangos (pregos humanos); tempos depois, virei lixo mesmo e fui catado por catadores de lixo, selecionado e remetido a uma fundição de reciclagem, quando então, junto com outros pregos, virei uma massa amorfa e posteriormente tomei a forma atual de martelo.&lt;br /&gt;Sou martelo mas sei que formamos um par na lida; par sumamente importante e indissolúvel pois todo trabalho é digno, toda função é importante e, nem um de nós atua ou é útil sem o outro.&lt;br /&gt;De que vale o prego sem o martelo?... Qual é a utilidade do martelo sem o prego?&lt;br /&gt;Assim também, nós, seres humanos, deveríamos sempre refletir na interdependência que existe entre nós e no quão importante é, que saibamos ver a importância de nosso próximo e a nossa própria sem  exagerarmos ou desmerecermos uma ou outra sem razão.&lt;br /&gt;A escada por onde se sobe é a mesma por onde se desce.&lt;br /&gt;                                                Rilmar J. Gomes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-2325739009068608722?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/2325739009068608722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/12/o-prego-e-o-martelo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/2325739009068608722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/2325739009068608722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/12/o-prego-e-o-martelo.html' title='O Prego e o Martelo'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-4643313129419873826</id><published>2009-12-01T06:14:00.000-08:00</published><updated>2009-12-01T06:15:51.874-08:00</updated><title type='text'>ALMA VAZIA</title><content type='html'>Venha ver a minha alma,&lt;br /&gt;Vem conhecê-la por dentro,&lt;br /&gt;Penetra na minha mente,&lt;br /&gt;Vem ler o meu pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha alma é muito triste,&lt;br /&gt;Às vezes triste e vazia,&lt;br /&gt;Tem a tristeza do triste,&lt;br /&gt;Em noite de Nostalgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu coração, retrato fiel &lt;br /&gt;Desta alma moribunda,&lt;br /&gt;Pulsa em lúgubre compasso,&lt;br /&gt;Tristonho sangue o inunda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou como alguém que morre&lt;br /&gt;E no ermo mundo do além,&lt;br /&gt;Escuta procura e busca; &lt;br /&gt;Tenta ver, não vê ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdido em um mundo estranho,&lt;br /&gt;Sozinho com o seu penar,&lt;br /&gt;Senta-se em seu próprio túmulo,&lt;br /&gt;E passa a noite a chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É essa a alma que tenho&lt;br /&gt;Absorta, tola, perdida;&lt;br /&gt;Sempre a procura de algo&lt;br /&gt;Muito longe dessa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Busca a Deus a minha alma?&lt;br /&gt;Busca a luz de um olhar?&lt;br /&gt;Ou procura, simplesmente,&lt;br /&gt;Um motivo para chorar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguma alegria tenho,,&lt;br /&gt;Quando mais dela preciso,&lt;br /&gt;É a que me vem de ti&lt;br /&gt;E doas com teu sorriso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de ver esse sorriso&lt;br /&gt;Que eu julgava ser só teu,&lt;br /&gt;Nas bocas angelicais&lt;br /&gt;Dos filhos que Deus nos deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rilmar (1970)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-4643313129419873826?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/4643313129419873826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/12/alma-vazia.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/4643313129419873826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/4643313129419873826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/12/alma-vazia.html' title='ALMA VAZIA'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-4956790906106134164</id><published>2009-11-14T03:58:00.000-08:00</published><updated>2009-11-27T05:40:44.944-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Natal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mensagem'/><title type='text'>Foi Nesse Natal Antigo</title><content type='html'>Nesse dia eu quero amar e ser amado, compreender e ser compreendido, perdoar e ser perdoado...&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/Sv_EvijQzZI/AAAAAAAACws/qCMY5Qr3EeI/s1600-h/louvor.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/Sv_EvijQzZI/AAAAAAAACws/qCMY5Qr3EeI/s400/louvor.jpg" border="0" alt="Louvor" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404254398875487634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;O Natal naquele ano que ainda guardo na memória, mas a história talvez não registre; ocorreu de forma tão ideal, que chego a duvidar de minha memória. Por outro lado, minha imaginação não conseguiria compor um quadro assim.&lt;br /&gt;   Era véspera de natal. A cidade se agitava com o povo comprando, indo, vindo, providenciando dinheiro, tomando empréstimos; angustiando-se uns, alegrando-se outros e, mais além, atrás dos balcões, a expectativa de grandes vendas.&lt;br /&gt;     Natal sem novidades. Mensagens de Boas Festas, telegramas insípidos. Indiferença entre os homens.&lt;br /&gt;A partir de um dado instante que não sei precisar bem, mas posso garantir que era dia, talvez no pôr do Sol. Alguma coisa aconteceu!... Não, não foi um fenômeno instantâneo. Iniciou-se em dado momento,  mas  evoluiu, intensificou-se até expressar-se em sua plenitude. E isso levou algum tempo. Esse tempo foi o de um entardecer com o sol acima do horizonte, envolveu maravilhoso por de sol de verão com nuvens coloridas fulgurantes adornando a imensidã; até quando a estrela papa-ceia já brilhava intensamente no céu para enfeitar a noite que se iniciara.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/Sv_NweTs9yI/AAAAAAAACw0/nGUu2vZAlOQ/s1600-h/boasFestas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 261px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/Sv_NweTs9yI/AAAAAAAACw0/nGUu2vZAlOQ/s400/boasFestas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404264310521001762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foi como se imensa e impalpável nuvem de sutil e benfazeja vibração, de repente, descesse e envolvesse os homens, os animais, as ruas, as casas, tudo.&lt;br /&gt;Talvez, advinda de Deus, vagasse há milênios no espaço com a determinação de naquele dia, naquela noite, descer sobre um povo.&lt;br /&gt;Aquele pedaço de mundo se transformou.&lt;br /&gt;Os altíssimos caminharam para o povo; os marginalizados, os mais humildes, todas as camadas rumaram para uma mesma posição. E houve igualdade com respeito mútuo, tolerância, concessões.&lt;br /&gt;A emanação divina, no seu envolvimento, libertou as mentes de todos aqueles sentimentos que infelicitam e dividem os homens. Puderam então o amor, a compreensão, a solidariedade e a alegria se expressar na plenitude de suas potencialidades.&lt;br /&gt;E todos foram felizes nesse estado de alma. &lt;br /&gt;Um carro parou, alguém desceu e amparou o velho trôpego que tentava galgar os degraus de uma escada; medicou uma que gemia sua dores, recolheu outro que jazia estirado à beira de um passeio e, seguiu semeando boas ações.&lt;br /&gt;Na esquina adiante, dois que discutiam por causa de uma batida de carros, pararam em dado momento, olharam-se espantados, sorriram, trocaram um abraço e notaram que brigavam por pouco mais que nada.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/Sv_SZWo7A6I/AAAAAAAACw8/b6BLWMD5zhw/s1600-h/paraiso.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 298px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/Sv_SZWo7A6I/AAAAAAAACw8/b6BLWMD5zhw/s400/paraiso.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404269410883666850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Alguém bateu à minha porta pedindo comida. Eram cinco crianças maltrapilhas e sujas. Ao invés de incomodar-me o aspecto, encantaram-me as expressões das faces infantis. Convidadas para jantar, entraram, comeram com alegria e saiam agradecidas; então perguntamos pelos seus pais.&lt;br /&gt;- Meu pai anda doente há muito tempo, não trabalha; minha mãe só faz serviços pesados e ganha muito pouco.&lt;br /&gt;-Convidai-os também. Além de comerem podemos tentar ajudá-los de outras formas.&lt;br /&gt;Depois daqueles vieram outros e nós os recebemos com alegria.  &lt;br /&gt;Quando os alimentos estavam prestes a se acabar, os vizinhos vieram e trouxeram mais comida, mais alegria, mais amor e dividiram conosco e com nossos convidados. &lt;br /&gt;Os que davam e os que recebiam se tratavam com amizade, simpatia e igualdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/SwCPG7vEUoI/AAAAAAAACxU/hRh4Pdgbcvg/s1600-h/CRIANCAPOBREBONECA.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 206px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/SwCPG7vEUoI/AAAAAAAACxU/hRh4Pdgbcvg/s400/CRIANCAPOBREBONECA.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404476902121689730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em tudo se percebia o toque divino.&lt;br /&gt;A esperança renasceu nos homens.&lt;br /&gt;Logo adiante, um mendigo repartiu seu pão. Um Cego permitiu que outro compartilhasse com ele seu ponto à porta de uma igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E muitos chegavam para orar.&lt;br /&gt;Mas ninguém orou antes de perdoar.&lt;br /&gt;Inimigos de morte dialogaram, compreenderam-se, pediram desculpas, perdoaram, trocaram abraço fraterno e sincero.&lt;br /&gt;E quanto ódio se desfez naquele dia.&lt;br /&gt;Nos presídios houve arrependimentos, reconsideração, compreensão para com a sociedade. A sociedade fez-se presente libertando injustiçados, desfazendo enganos, humanizando presídios, adequando penas, conscientizando, dando oportunidades, reconciliando. Falando de uma justiça mais perfeita que a dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/SwCPCtvnhlI/AAAAAAAACxM/j8VqPMbRSZg/s1600-h/CRIANCASSORRINDO.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 262px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/SwCPCtvnhlI/AAAAAAAACxM/j8VqPMbRSZg/s400/CRIANCASSORRINDO.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404476829646423634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E quanta revolta morreu naquele dia.&lt;br /&gt;O amor, a resignação, a bondade e a esperança saíram a visitar hospitais, asilos, orfanatos e percorreram também os lares.&lt;br /&gt; A insegurança saiu dos homens e com ela a desconfiança. Ninguém foi avaro ao dar nem egoísta ao receber.&lt;br /&gt; Reconciliados, felizes e cansados os homens foram dormir cedo. Os cultos ficaram para a manhã seguinte. Dormiam o sono dos justos e precisavam repousar.&lt;br /&gt;Um ser celestial passou na madrugada e distribuiu bênçãos.&lt;br /&gt;Feliz Natal!... Sem lágrimas, incompreensões, rancores, fome, temores.&lt;br /&gt;E quanta paz nasceu naquela noite!...&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;Rilmar(1981)&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;(&lt;a href="http://blog.brasilacademico.com/"&gt;Brasil Acadêmico&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://ipameri-rilmar.blogspot.com/"&gt;Ipameri Raizes Culturais&lt;/a&gt;, Artigonal)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-4956790906106134164?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/4956790906106134164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/11/foi-nesse-natal-antigo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/4956790906106134164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/4956790906106134164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/11/foi-nesse-natal-antigo.html' title='Foi Nesse Natal Antigo'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_cM2l6Y3Ulgg/Sv_EvijQzZI/AAAAAAAACws/qCMY5Qr3EeI/s72-c/louvor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-8546406456427806399</id><published>2009-11-03T08:58:00.000-08:00</published><updated>2009-11-08T18:06:30.871-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arte'/><title type='text'>A Morte do Poeta - por Rilmar</title><content type='html'>Ontem morreu um poeta!...&lt;br /&gt;De causa quase desconhecida.&lt;br /&gt;Morreu após um momento de profunda reflexão.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Svd42SMbZvI/AAAAAAAAABE/faiapZQSxQU/s1600-h/morteDoPoeta.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Svd42SMbZvI/AAAAAAAAABE/faiapZQSxQU/s320/morteDoPoeta.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401919152046434034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Morreu, não de todo. Os olhos ainda se alongam em direção ao horizonte; as mãos finas e um tanto esquálidas ainda comprimem outras mãos sem, no entanto, transmitir qualquer sentimento. No peito um coração descompassado e isquêmico ainda se esforça para injetar vida num corpo sem alma.&lt;br /&gt;Uma alma que de tanto se apertar dentro de um peito sofrido, de tanto curtir solidão, de tanta desesperança, de tanto olhar tristemente um torno de si; não se conteve: Recolheu-se num recôndito do interior do poeta e rompeu para sempre o seu compromisso com a vida.&lt;br /&gt;Ali vai o poeta sem alma.&lt;br /&gt;Perambula apenas, não passeia.&lt;br /&gt;Embora milhões de reações metabólicas ainda aconteçam energizando seu corpo, não há mais uma alma que sinta, que viva e transmita sentimentos.&lt;br /&gt;Ontem, um poeta desanimado e só, voluntariamente abriu mão da vida. Pensa, portanto existe, mas, não degusta, não sofre, nada sente. Tornou-se impermeável ao mundo.&lt;br /&gt;Acicatado não move um só músculo; achincalhado não ouve; humilhado permanece incólume e com o mesmo porte sereno; ignorado, apenas segue usufruindo a condição de poder vagar despercebido .&lt;br /&gt;Sem alma, sem sonho, sem ilusão; ainda assim: poeta.&lt;br /&gt;Sem norte e sem horizonte vagueia, não no mundo; permeia o universo.&lt;br /&gt;Ali vai o poeta que ontem morreu...&lt;br /&gt;(1990)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia mais: &lt;a href="http://blog.brasilacademico.com/2009/09/morte-do-poeta-por-rilmar.html#ixzz0VogM4YBK"&gt;A Morte do Poeta&lt;/a&gt; - por Rilmar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-8546406456427806399?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/8546406456427806399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/11/morte-do-poeta-por-rilmar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/8546406456427806399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/8546406456427806399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/11/morte-do-poeta-por-rilmar.html' title='A Morte do Poeta - por Rilmar'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Svd42SMbZvI/AAAAAAAAABE/faiapZQSxQU/s72-c/morteDoPoeta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-8468459933215614156</id><published>2009-11-02T01:25:00.000-08:00</published><updated>2009-11-08T18:08:54.442-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='democracia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Democracia nas Escolas Será  Tão Bom Assim?</title><content type='html'>Por Rilmar J.Gomes&lt;br /&gt;     Têm acontecido tantas mudanças na nossa sociedade que, pelo sim pelo não, sinto-me instado a me manifestar e a convidar outras pessoas que se manifestem pois há que se discutir e tentar entender as conjunturas presentes.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Svd5dVPXhmI/AAAAAAAAABM/ypayauWdMoA/s1600-h/escola.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 220px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Svd5dVPXhmI/AAAAAAAAABM/ypayauWdMoA/s320/escola.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401919822878967394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;    Vou me atrever a comentar o tema escola embora como livre pensador e,  não ,  como técnico no assunto.&lt;br /&gt;     Democracia na escola : Vejo como improdutiva,  desautorizadora, desestabilizadora, deficiente nos critérios de escolha por qualidades técnicas e por competência em dirigir as escolas para seus objetivos precípuos de orientação, disciplina, qualidade de ensino, ordem, respeito, dignificação dos  professores e conscientização dos alunos para necessidade de se enquadrarem num conjunto de normas que visam prepará-los como cidadãos,  visam provê-los de conhecimentos que serão hauridos pelos ensinamentos dados pela escola,  buscados  nos livros e no exercício orientado e constante das tarefas planejadas e passadas a eles. &lt;br /&gt;   Torna-se demagógica, gera um desrespeito do aluno  para com o mestre que nunca pode contrariar o aluno e fica refém da inconveniência de confrontar o discípulo e ter que se explicar ao diretor porque isto gera impopularidade.  Impopularidade gera perda de votos na próxima eleição!... &lt;br /&gt;     O confronto advêm de situações corriqueira como não ter feito os deveres, ter copiado o trabalho de outro, não ter estudado para a prova, manter comportamentos inconvenientes em sala de aula ou no interior do colégio, ou mesmo ter atitudes inadequadas  na rua usando o uniforme do colégio.  O próprio trajeto entre a casa e o colégio e do colégio para casa pode, com  algum ganho ,  em parte ser direito do colégio supervisioná-lo, para o que é preciso que haja uma hierarquia e instrumentos que dêem ao colégio e professores poderes de discipliná-lo.&lt;br /&gt; Um diretor deve ser, a meu ver, nomeado pela competência, por notório saber, pela capacidade administrativa, pela capacitação específica para a atividade, por ter um ideal de levar a escola ao melhor desempenho possível de seus objetivos de ensino, educação, conscientização, socialização, descoberta das potencialidades  de cada um e de respeito aos mestres e a cada membro da escola que no conjunto propicia o prepara do aluno.&lt;br /&gt;   As melhores cabeças de um povo deveriam, ao menos, ter porque pensar na escolha de serem professores.  Condições mínimas seriam : respeito, status, remuneração, dignidade, condição  de trabalho incluindo secretárias para as tarefas braçais como preenchimento de diários, extensos relatórios; programas de computadores facilitando os controles necessários, incentivo à reciclagem permanente, incentivo à dedicação exclusiva, mas com canal para aproveitamento de profissionais como engenheiros, médicos, agrônomos, químicos, economistas, administradores de empresas , etc. &lt;br /&gt;     Dentro de tudo isso eu acrescentaria a necessidade  de  conselhos  internos, analisadores  críticos do desempenho da escola e de seus membros.  &lt;br /&gt;    Por setores e no conjunto.&lt;br /&gt;     Ao aluno com baixo rendimento deveria ser dado o direito de repetir o ano e, não, ser passado através de inócuos trabalhos, muitas vezes feitos por terceiros e galgado a uma nova série onde, pela falta de pré-requisitos nunca vai conseguir haurir conhecimentos e vai somando incapacidades a tudo que lhe é ensinado.  &lt;br /&gt;     Acaba se tornando uma grande bola de neve coberta de um verniz que esconde tudo o que não sabe debaixo de um fingido e torturante saber que se vê obrigado a ostentar pela vida a fora , com prejuízo para si e para a sociedade.  Repetir um ano com uma nova consciência é antes uma oportunidade, um direito, uma atitude inteligente, uma forma de se preparar adequadamente; do que uma desonra ou um castigo. &lt;br /&gt;   Pode perfeitamente ser uma opção, uma retomada de rumos.&lt;br /&gt;    Reparem que os colégios disciplinadores e de ensino forte, que ensinam a estudar, fazer exercícios, repousar, meditar, ser disciplinado, ter atitudes, cuidar dos uniformes, respeitar os colegas e mestres, ter autocontrole ,  etc .   Têm uma procura tão grande que se vêem obrigados  a estabelecer rígidas seleções para admitirem alunos.&lt;br /&gt;   Quem sabe; nessa busca de excelência possamos  reestruturar a própria sociedade.&lt;br /&gt;                                            Discussão em aberto...  Rilmar&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Publicado em: &lt;a href="http://blog.brasilacademico.com/2009/09/posso-estar-sendo-ousado-mas-nao-posso.html"&gt;Blog Brasil Acadêmico&lt;/a&gt;, Artigonal, Ipameri Raizes Culturais&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-8468459933215614156?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/8468459933215614156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/11/democracia-nas-escolas-sera-tao-bom.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/8468459933215614156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/8468459933215614156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/11/democracia-nas-escolas-sera-tao-bom.html' title='Democracia nas Escolas Será  Tão Bom Assim?'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Svd5dVPXhmI/AAAAAAAAABM/ypayauWdMoA/s72-c/escola.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-7718364256306504275</id><published>2009-10-31T02:50:00.000-07:00</published><updated>2009-11-08T18:10:13.202-08:00</updated><title type='text'>Procura-se, Mais Morto do que vivo</title><content type='html'>Ajudem nessa busca.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Cidadão de estatura mediana; cor indefinida; aproximadamente moreno; meio preto, meio branco, meio índio; o qual costuma persignar-se antes de mergulhar de um barranco no rio; pede ajuda a Deus para as mínimas decisões; dorme agarrado às saias de Nossa Senhora; se benze duas a três vezes antes de se levantar.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Svd59006-BI/AAAAAAAAABU/ZJKrIEL4wyA/s1600-h/diogenes.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 243px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Svd59006-BI/AAAAAAAAABU/ZJKrIEL4wyA/s320/diogenes.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401920381113792530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Procura-se um cidadão comum que tenha tomado Panvermina para expulsar lombrigas, quando criança; que já tenha feito várias limpezas nos intestinos com óleo de Rícino; use pílulas de vida de quando em vez; cuide dos rins com pílulas de lússem; que trate suas azias com Magnésia Bisurada; resolva dor-de-barriga com Elixir Paregórico; espante espíritos e mau-olhado com arruda e guiné; que trate suas bronquites com açúcar queimado e casca de laranja.&lt;br /&gt;Procura-se alguém que acredite piamente em Deus e nos Santos todos; se preocupe com as almas do purgatório e reze para elas na hora de dormir; que dê esmolas na porta da igreja para agradar a Deus; preste atenção à missa; seja capaz de rezar um terço contritamente;&lt;br /&gt;Que evite lugares mal-assombrados e apresse o passo ao passar por cemitérios.&lt;br /&gt;Procura-se um cidadão muito antigo, para quem o respeito é um fundamento de vida; a honra uma virtude que deve ser mantida, revigorada e polida continuamente; a amizade observe a honra e o respeito, mas se componha também de amor e tolerância.&lt;br /&gt;Procura-se um ser digno, trabalhador, batalhador e que ache importante ter amigos e companheiros; que vibre com o êxito dos outros, reconheça suas fraquezas sem se sentir derrotado.&lt;br /&gt;Procura-se um pacificador capaz de se calar; de tecer elogios; de rir e chorar; de dar o conselho oportuno; de não desagregar e de se esforçar para unir.&lt;br /&gt;Procura-se alguém que ouviu falar de bomba Atômica como algo distante e abstrato; imagine a guerra como coisa inútil; que não sabe onde a pátria começa ou acaba; não entende direito porque é que o governo manda; que cumpre a lei casualmente porque seu código de conduta se encaixa nela.&lt;br /&gt;Procura-se um cidadão com marca de vacina anti-varíola, com a boca amarga de quina, com um leve bafo de pinga, com fígado palpável e dolorido; talvez com disfagia; talvez com obstipação intestinal ; com história de ofidismo, contato com o barbeiro, picado de escorpião, lacraia e formiga Cabo-Verde.&lt;br /&gt;Um cidadão que já rezou nas tempestades, se afligiu com as estiagens; já perdeu; já bamburrou; nasceu de parto domiciliar; acompanhou enterros chorando; já riu vendo um filho nascer; campeou inutilmente um animal sumido, ajudou parto de bezerro, curou bicheiras.&lt;br /&gt;Procura-se um cidadão que perambulou nas ruas da cidade; estudou em cursos noturnos; andou na chuva sem ter dinheiro para o ônibus; comeu o pão que o diabo amassou, com a melhor boca do mundo e agradecido.&lt;br /&gt;Um cidadão que enquanto sobrevivia venceu, entendeu, tomou consciência. Ainda que essa consciência seja só um desconfiar confuso; que o entendimento seja mínimo e que a vitória seja quase um nada. &lt;br /&gt;Procura-se esse transeunte que contém a essência de um povo.&lt;br /&gt;Rilmar José Gomes - 07/08/1991&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia mais: Blogs:Brasil Acadêmico e Ipameri Raizes Culturais, Ipameri Vai Vém&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-7718364256306504275?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/7718364256306504275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/10/procura-se-mais-morto-do-que-vivo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/7718364256306504275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/7718364256306504275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/10/procura-se-mais-morto-do-que-vivo.html' title='Procura-se, Mais Morto do que vivo'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Svd59006-BI/AAAAAAAAABU/ZJKrIEL4wyA/s72-c/diogenes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-8854996226228022646</id><published>2009-10-25T05:07:00.001-07:00</published><updated>2009-11-08T18:12:01.763-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homenagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ipameri'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>Da Vida a Vida Vi   - Dia do Médico</title><content type='html'>Sob esse título, que soa para mim como Davi, Davi, Davi; falo um pouco desse grande ipamerino que, assim como alguns outros, deveria ter um busto erigido em praça pública. &lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Svd6VOPp-9I/AAAAAAAAABc/wfQMgjh0ZBs/s1600-h/ipameri.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 230px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Svd6VOPp-9I/AAAAAAAAABc/wfQMgjh0ZBs/s320/ipameri.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401920783073803218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Talvez, Ipameri devesse ter uma praça dos grandes vultos e, nas escolas, um dia por ano, fosse dedicado todo o tempo de uma ou duas aulas para se falar nos grandes vultos ipamerinos.&lt;br /&gt;Minha percepção do Dr. David Cosac, é a percepção do povo, do menino que eu era quando em 1947 foi eleito prefeito de Ipameri. Estava sendo eleito um jovem médico que fizera seu curso no Rio de Janeiro onde permanecera fazendo estágios e se especializando por mais dois anos.&lt;br /&gt;Inteligentíssimo, entusiasmado, com uma grande capacidade de trabalho; esplêndida formação médica que aliada à inteligência, coragem, à capacidade de decisão e ao inconformismo com as limitações técnicas encontradas na cidade para o pleno exercício da prática médica em Ipameri; fez com se tornasse, a meu ver, o grande agente para mudanças e para o estabelecimento de condições que tornaram Ipameri um centro de referência e acolhimento para tratamento, do povo de Ipameri e de uma vasta região cujo raio talvez ultrapassasse duzentos quilômetros.&lt;br /&gt;Em um tempo em que a saúde não era direito do povo, não existiam planos de saúde nem SUS ou qualquer outra via de acesso a um tratamento hospitalar para quem não podia pagar; a criação de um grande hospital, bem equipado,  com equipe médica competente e com sentido de equipe; e, além disso, um Hospital que na origem já era uma Associação Benemérita, uma Hospital do povo e para o povo.&lt;br /&gt;A pessoa que concebeu, liderou uma equipe de valorosos cidadãos, mobilizou o povo, peregrinou em busca de verbas, fez parte de todas as etapas do planejamento e da construção e, depois se dedicou de corpo e alma trabalhando como médico generalista cujo campo de atuação abrangia todas as áreas da medicina que iam desde a pediatria, passava pela cirurgia, ginecologia e obstetrícia, psiquiatria, trauma e ortopedia.&lt;br /&gt;A pessoa que foi atrás de colegas usando sua imensa capacidade de convencimento para trazê-los para Ipameri; a pessoa que administrou o hospital cuidando para que tudo fosse bem feito, para que não faltassem material, remédios, lençóis, material de limpeza, instrumentos etc.&lt;br /&gt;Essa pessoa não trabalhou sozinha. Aglutinou esforços. Liderou grandes inteligências, grandes capacidades. Catalizou idéias.  Direcionou ações para a conclusão de um objetivo. Formou um corpo de auxiliares, para o que chegou a mandar enfermeira fazer capacitação no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;Para que não houvesse nenhuma possibilidade de que aquela obra não fosse inteiramente de toda a comunidade; ele, toda a equipe, todo o grupo de idealizadores criaram-na como entidade benemérita: Associação de Amparo à Maternidade e à Infância de Ipameri.&lt;br /&gt;Tive algumas oportunidades de conhecer esse homem um pouco mais de perto. Uma delas foi quando eu trabalhava na Tipografia Minerva e o jornal A Folha do Povo era impresso lá. Quase sempre ele ia lá comentar uma matéria ou a colocação de um clichê na matéria que ia ser publicada naquela semana e, assim, eu tinha oportunidade de ouvi-lo argumentar com grande clareza, brilhantismo e de modo às vezes combativo mas, no mais das vezes, alegre e camarada.&lt;br /&gt;Depois, tive oportunidade de trabalhar por algum tempo na residência dele, onde eu auxiliava nos serviços gerais e tinha a função de buscar um galão de leite em uma chácara do Santinoni nas proximidades da cidade. Nessa época eu, certa vez, precisei de uma consulta médica e ele me atendeu com muita cortesia e eficiência. A residência dava fundos para o Hospital e ele, mal almoçava e já estava indo para o hospital. Era incansável.&lt;br /&gt;Muitos anos depois, depois de muitas voltas do mundo e da vida, tive oportunidade de trabalhar com o agora meu colega David Cosac. Se eu já o admirava conhecendo-o de longe, quando trabalhamos juntos, pude testemunhar o idealista, o denodado, o desprendido, o grande colega que me acolheu, me orientou, confiou em mim, fez de tudo para manter uma equipe coesa no Hospital Maternidade de Jaraguá, que foi onde trabalhamos juntos. Quanto mais o conhecia , mais eu me reportava à Ipameri e entendia quem foi aquele grande médico e benfeitor que tinha opositores mas a cidade toda o  via como um grande médico e a maioria da população o adorava.&lt;br /&gt;Não vejo como não erigir um busto em praça pública para tão grande homem, tão notória figura humana.&lt;br /&gt;Com você amigo, colega, ipamerino que me orgulha: Da Vida a Vida Vi.&lt;br /&gt;                      Minha gratidão e admiração &lt;br /&gt;                                Rilmar     -  18.10.2009 –DIA DO MÉDICO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-8854996226228022646?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/8854996226228022646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/10/da-vida-vida-vi-dia-do-medico-sob-esse.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/8854996226228022646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/8854996226228022646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/10/da-vida-vida-vi-dia-do-medico-sob-esse.html' title='Da Vida a Vida Vi   - Dia do Médico'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Svd6VOPp-9I/AAAAAAAAABc/wfQMgjh0ZBs/s72-c/ipameri.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-1537887817742174014</id><published>2009-10-14T05:15:00.000-07:00</published><updated>2009-10-20T14:25:18.087-07:00</updated><title type='text'>Beijaria Emocionado as Mãos dos Mestres</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/StXDG5I2RWI/AAAAAAAAAAM/59rAg8n2Y7w/s1600-h/velho+professor.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 225px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/StXDG5I2RWI/AAAAAAAAAAM/59rAg8n2Y7w/s320/velho+professor.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392430652030600546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;Durante toda a minha vida venho conhecendo mestres e, certamente, muitos outros terão a bondade de me ensinar coisas e saberes pela vida a fora.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Beijaria emocionado hoje, as mãos de todos os meus professores e pediria perdão pelas minhas traquinagens, minhas insubordinações, pelas macaquices , pelas vezes que compareci sem ter feito os deveres de casa.&lt;br /&gt;Beijaria com lágrimas nos olhos todos eles e todas elas. Agradeceria muito e, em troca, mostraria meus êxitos, minhas vitórias e diria: obrigado por terem conduzido, orientado, compelido a estudar; àquele adolescente inquieto, rebelde, inseguro, confuso diante da vida.&lt;br /&gt;Obrigado mestres do G. E. Ipameri, hoje: Colégio Estadual Professor Eduardo Mancine.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;.    Obrigado funcionários da disciplina, da secretaria, porteiros, zeladores, obrigado a todos. Meu pai era bedel e sei que era peça importante, tenho orgulho dele.&lt;br /&gt;Rememorando vou ao Grupo Escolar Estadual de Ipameri onde iniciei o primário e também tive mestres inesquecíveis, incluindo aí a minha mãe que era, ora Diretora, ora era professora além da mãe que fazia milagres, com o ganho irrisório que sempre acompanha os professores, ao manter, com meu pai, oito bocas de oito filhos que em casa a aguardavam.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Meu amor por minha mãe necessita de muitos capítulos para ser descrito.&lt;br /&gt;Com tantas imagens habitando meu peito, todas de imensurável importância; para momentaneamente me ater a uma, terei que, aleatoriamente, pinçar no fundo da mente e tentar tirar uma experiência de vida, uma mestra que tenha também marcado muito; um símbolo:  Da.Nazária...&lt;br /&gt; A Escola Sant’Ana; Escola de Da. Nazária é um marco inusitado e inacreditável nos dias de hoje.&lt;br /&gt;A mestra ali na frente, cabelos já ficando grisalhos, olhar firme, de pequena estatura, mas forte. Os olhos vasculhavam cada cantinho da sala a todo instante. A voz era calma e eficaz. O semblante envolvia e dominava a sala toda.&lt;br /&gt;Na sala, alunos de primeiro, segundo, terceiro e quarto anos primários; masculinos e femininos.&lt;br /&gt;Conversa nenhuma entre os alunos. Atenção ao quadro, aos livros ou à mestra.&lt;br /&gt;Disciplina plena, pela capacidade da mestra que tudo via, exigindo respeito e dedicação.&lt;br /&gt;Punições existiam, mas sem serem totalmente brandas, eram mais oportunas que severas.&lt;br /&gt;Sobre a mesa da mestra: uma pedrinha arredonda e antiga que era um código para saber se tinha alguém na privadinha do fundo do quintal.&lt;br /&gt;Pedrinha na mesa: sanitário livre. Pedrinha ausente: sanitário ocupado. Funcionava maravilhosamente. A privadinha tinha como porta uma cortina feita com saco de aniagem e, mesmo assim, nunca houve qualquer confusão.&lt;br /&gt;Ninguém nunca se atreveu a sumir com a tal pedrinha ou levá-la para casa inadvertidamente.&lt;br /&gt;A escola de Da. Nazária funcionava de modo surpreendente e maravilhoso.&lt;br /&gt;Imaginem que lá eram matriculados, além dos alunos comuns, os ditos problemáticos de Ipameri e de toda uma vasta região e, lá, por receberem atenção, serem incentivados, aconselhados, exigidos, todos evoluíam positivamente. A sala era pequena para tanta gente; até porque havia sempre alguém pedindo mais uma vaga e, de uma forma ou de outra; sendo atendido. Como as aulas eram no período da tarde, o calor era muito embora amplas janelas iluminassem a sala e deixassem correr um ventinho de quando em vez.                                                                          Calor, estômago cheio depois do almoço, livros, idade de menino; tudo dava um sono danado e levava a gente a querer sair um pouco da sala. Da. Nazária instituiu então um prêmio para quem fosse estudioso e confiável: permitia que tais alunos fossem estudar no quintal da escola, à sombra das árvores. Por esse prêmio, eu fazia qualquer coisa. Outro prêmio era poder sair antes do final das aulas. Após o recreio as turmas iam sendo chamadas para “dar a lição”. Série por série éramos chamados para formar um semicírculo em volta da mesa da professora e íamos respondendo a perguntas sobre os temas do dia (história, geografia, matemática, português). Quem se saísse bem era dispensado e podia ir para casa mais cedo. Esse prêmio também me encantava.                               Nós adorávamos Da. Nazária, a quem pedíamos bênção na entrada da sala de aula e a apoiávamos em tudo. Ai de quem a ofendesse. Era, para nós, como uma mãe da época, que cuidava, educava, orientava, exigia e, se fosse preciso, punia na medida. Estou certo de que a relação mestre-aluno era muito boa; hoje, embora mais moderna, percebo que anda carecendo de ajustes; muitos ajustes.                                                                                 Sua ligação com seus alunos era tal que, para citar um exemplo, certo dia eu estava na rua catando esterco para adubar a horta lá de casa e, nesse mesmo dia nós teríamos prova de matemática. Da. Nazária, passando por ali, me chamou e perguntou se eu não estava lembrado da prova e, ao saber que eu estava cumprindo ordens de meu pai, foi lá em casa, conversou um bom tempo com meu pai que era sistemático e inacessível, nisso eu estava de longe; em seguida meu pai me chamou e me mandou ir estudar. Foi tanta responsabilidade sobre meu ombro que naquela tarde eu tirei um dez e nunca mais esqueci aquele dia, nem da atitude dela&lt;br /&gt;Permita mestra, onde você estiver que eu abrace e beije seus cabelos crespos, que possa deixar cair nas costas de suas mãos, ao beijá-las, duas lágrimas de saudade e manifeste esse apreço enorme, essa admiração e agradeça a Deus (lembra que a senhora nos ensinava tanto a amar Jesus?) por esse privilégio de ter sido seu aluno durante um tempo em que tive grandes avanços no meu aprendizado escolar e de vida.&lt;br /&gt;    Obrigado Mestres de todos os tempos!...&lt;br /&gt;                  15 de outubro de 2009         &lt;br /&gt;                          Rilmar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-1537887817742174014?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/1537887817742174014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/10/beijaria-emocionado-as-maos-dos-mestres.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/1537887817742174014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/1537887817742174014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/10/beijaria-emocionado-as-maos-dos-mestres.html' title='Beijaria Emocionado as Mãos dos Mestres'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/StXDG5I2RWI/AAAAAAAAAAM/59rAg8n2Y7w/s72-c/velho+professor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-724617269042852537</id><published>2009-10-14T04:03:00.000-07:00</published><updated>2009-10-14T04:06:40.594-07:00</updated><title type='text'>Emocionante  e verdadeira - Dia do professor</title><content type='html'>Acesse o Blog a partir de amanhã, dia 15 de outubro e dê uma chance para a emoção, lendo e texto -- Beijaria Emocionado as Mãos dos Mestres&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-724617269042852537?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/724617269042852537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/10/emocionante-e-verdadeira-dia-do.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/724617269042852537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/724617269042852537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/10/emocionante-e-verdadeira-dia-do.html' title='Emocionante  e verdadeira - Dia do professor'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-5349914223556661765</id><published>2009-10-12T03:02:00.000-07:00</published><updated>2009-10-12T03:04:22.879-07:00</updated><title type='text'>Grandes Ipamerinos</title><content type='html'>Meu respeito e Gratidão:&lt;br /&gt;Da.Nazária (minha professora)&lt;br /&gt;Dr David Cosac (amigo, colega, médico de minha família, ser extraordinário, benfeitor da cidade que merecia um busto em praça pública)&lt;br /&gt;Da Maria Lemes Gomes (minha genitora, Mestra de incontáveis ipamerinos, Diretora do Grupo Escolar por várias vezes, educadora, mãe extremosa, cidadã exemplar);&lt;br /&gt;Ozires Porto - (amigo, conselheiro, patrão na Tip. Minerva, Exemplo que em muitos aspectos segui, ser humano a quem muito devo);&lt;br /&gt;(volto com mais vultos ipamerinos, em breve) &lt;br /&gt;Postado por Rilmar às 03:27 0 comentários&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-5349914223556661765?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/5349914223556661765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/10/grandes-ipamerinos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/5349914223556661765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/5349914223556661765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/10/grandes-ipamerinos.html' title='Grandes Ipamerinos'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-1915174571321819567</id><published>2009-10-12T02:49:00.000-07:00</published><updated>2009-10-12T02:50:14.713-07:00</updated><title type='text'>Chapéuzinho Vermelho entrevista o Lobo</title><content type='html'>Chapeuzinho Vermelho Entrevista o Lobo&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Muitos anos depois, Chapeuzinho Vermelho entrevista o lobo, já no fim da vida:&lt;br /&gt;- Então Lobo, como foi mesmo essa história de você ter comido minha avó e, depois, descomido quando viu que ia morrer?...&lt;br /&gt;- Bem, disse o Lupus resignado, na verdade, a história é longa e tem muitos atenuantes a meu favor.&lt;br /&gt;- Foi numa época de grande fome, de carestia, de miséria total no mundo dos bichos.&lt;br /&gt;- Eu era novo, sem juízo; magro a ponto de ter a barriga grudada na coluna. Literalmente grudada. Os nós da coluna lombar podiam ser contados na superfície da barriga, o que dava a nítida impressão da chamada barriga de tanquinho.&lt;br /&gt;- Eu jovem, faminto , sem juízo, influenciado pelas lendas da mocidade. Sua avó lisa, com uma boa dose de juventude ainda, rosada, robusta e vivendo sozinha na borda da mata.&lt;br /&gt;- Imagine só!... &lt;br /&gt;- Só imagine, não invente. &lt;br /&gt;- Em mim a fome; nela a solidão e os restos de juventude. &lt;br /&gt;- Na verdade, foi sua avó que me seduziu; no bom sentido , é claro.&lt;br /&gt;- Todas as tardes eu passava ali por perto da casa dela e me deparava com algum prato de comida na janela.&lt;br /&gt;- Ora, há entre os lobos um preceito secular A caça deu sopa, pule já nela.&lt;br /&gt;- Mas, eu não pulei não, fiz foi ir me aproximando, todo dia um pouco mais até que tivemos, finalmente, um primeiro contato. Tudo por iniciativa dela.&lt;br /&gt;- Sua avó tinha pele alva, mãos atraentes e um cheiro bom para quem é lobo.&lt;br /&gt;- A tarde morria lentamente. Eu também morria lentamente só que de fome. O jardim da porta da casa estava descuidado,  mas tinha flores e era bonito.&lt;br /&gt;- Sua avó, cheinha, cheirosa e procurando parecer bondosa sentou-se no limiar da porta da casa; mais para casebre do que para casa; e estalava os dedos, assim como quem chama cachorro. &lt;br /&gt;- Eu não sou cachorro não, mas a fome, a minha própria solidão, a natureza predadora dos lobos, a inspiração e a desesperança que o fim do dia traz aos lobos, tudo me empurrava para uma atitude de submissão.&lt;br /&gt;- Fui chegando de mansinho, humilde, de orelhas murchas, cauda rebatida quase entre as pernas, ganindo baixinho e aceitei um naco de torta de galinha que ela me ofereceu.&lt;br /&gt;- Toma lobinho; ainda me lembro da doçura daquela voz; coma, não precisa ter medo da vovó. Não tem perigo, a vovó não vai comer você!&lt;br /&gt;- Nessa de “a vovó não vai comer você”, fui me aproximando cada dia mais. Foi, lenta e paulatinamente, se estabelecendo um forte elo entre aquelas duas almas, uma boa a outra faminta; ambas solitárias.&lt;br /&gt;- Cada dia eu vinha mais cedo beirar a casa em busca daquele contato, dos afagos carinhosos que ela me dava, da voz doce e suave e da comida fácil.&lt;br /&gt;- Comecei a querer aquela bondosa criatura só para mim. &lt;br /&gt;- Estava tão envolvido que, de certa feita, passei uma manhã inteira demarcando o terreno que cercava a casa. Lobo demarca as coisas com xixi, não é? Fui urinando calculadamente, pouquinho a pouquinho até contornar toda a área em torno da morada dela.&lt;br /&gt;- Essa ninguém me toma, pensei eu, cá comigo. (sempre no bom sentido)&lt;br /&gt;- Com o passar do tempo descobri que outros seres visitavam a casa: Uns caçadores barulhentos e de odor horrível; um casal que raramente aparecia e, você, uma menininha que vinha cantarolando distraída e trazia sempre uma cestinha com alguma comida cheirosa.&lt;br /&gt;- A velhinha, que não era tão velha, continuava cada vez mais carinhosa; a comida sempre deliciosa; eu, deitando e rolando com os afagos que recebia.&lt;br /&gt;- Aí, vendo aqueles outros seres freqüentando a casa, principalmente os caçadores fedorentos; uma onda de ciúmes me invadiu, me percorreu, me dominou.&lt;br /&gt;- Sou lobo, mas não sou bobo.&lt;br /&gt;- Um lobo tem sempre uma fera dentro de si.&lt;br /&gt;- Arquitetei, então, um plano para ter aquela velhinha só para mim.&lt;br /&gt;- Disfarcei o trieiro que a menina distraída costumeiramente percorria para que ela se perdesse. Isso a atrasou e a levou a inventar um diálogo comigo que na realidade nunca ocorreu. Juro que sou inocente.&lt;br /&gt;- Raptei a conservada matrona que, ao não oferecer qualquer resistência, descaracterizou o rapto. Posso até dizer que ela simplesmente me acompanhou. &lt;br /&gt;- Na verdade eu não comi sua avó. Não, eu nunca a conseguiria engolir inteira e não queria fazer isso. Apenas a raptei e escondi na mata.&lt;br /&gt;- É claro, disse a repórter batendo na testa. Aqueles caçadores só podem ter inventado. Histórias de caçadores... E tanta gente, por tanto tempo acreditou.&lt;br /&gt;Continuando, voltou a perguntar:&lt;br /&gt;- Por que você me enganou fingindo que era minha avó e, ao final, me atacou fazendo-me correr apavorada em busca dos caçadores?&lt;br /&gt;O lobo continuou respondendo:&lt;br /&gt;- Eu queria ganhar tempo. Entre os lobos há um grande respeito por filhotes. Minha intenção básica era ganhar sua confiança e tentar explicar tudo. Não sou bom ator. É 'deznecessário' dizer que não sou 'o melhor do mundo', foi uma idéia 'insana' que tomou conta de mim. Ciúme de lobo é fogo.&lt;br /&gt;- Uma vez descoberto você,então uma menininha, correu assustada e eu corri atrás tentando me explicar, daí os caçadores apareceram e me capturaram.&lt;br /&gt;- Longe de você, aqueles brutamontes me submeteram a angustiantes torturas (anote aí para a campanha de Tortura Nunca Mais): Me açoitaram, pinçaram minha língua, comprimiram meus testículos, torceram minha cauda,tais e tantas fizeram que eu acabei confessando, esse e muitos outros crimes que eles iam me sugerindo e eu só acenava que sim com a cabeça. &lt;br /&gt;- Levei-os ao esconderijo e, de lá, não sei se contra a vontade dela; trouxeram, sua avó limpinha, seca e cheirosa e inventaram essa história de que a tiraram de minha barriga. &lt;br /&gt;- Tem cabimento uma história dessas? Eu sequer tenho barriga!&lt;br /&gt;- É melhor você acreditar na minha história.&lt;br /&gt;Chapeuzinho concordou anuindo com um gesto e expressando simpatia com uma expressão facial.&lt;br /&gt;Em tempo: - Dê notícias minha à sua avó. Diga que peço desculpas; estou sempre por aqui; nunca a esqueci. Concluiu o lobo já se afastando em direção a uma grande área desmatada.&lt;br /&gt;Em 04.10.2009&lt;br /&gt;                                       Rilmar&lt;br /&gt;(Blog – Ipameri Vai Vem e Brasil Acadêmico)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-1915174571321819567?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/1915174571321819567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/10/chapeuzinho-vermelho-entrevista-o-lobo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/1915174571321819567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/1915174571321819567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/10/chapeuzinho-vermelho-entrevista-o-lobo.html' title='Chapéuzinho Vermelho entrevista o Lobo'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-363401589340668850</id><published>2009-10-10T15:28:00.000-07:00</published><updated>2009-10-10T15:58:52.067-07:00</updated><title type='text'>Convite para vai vem</title><content type='html'>Não deixe de acessar também o Ipameri vai vem&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-363401589340668850?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/363401589340668850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/10/convite-para-vai-vem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/363401589340668850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/363401589340668850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/10/convite-para-vai-vem.html' title='Convite para vai vem'/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-253615482635196832.post-75291093833233717</id><published>2009-09-28T04:51:00.000-07:00</published><updated>2009-09-28T04:59:11.357-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O PREGO E O MARTELO&lt;br /&gt;     Um prego e um martelo jaziam lado a lado, a cerca de uns cem metros de uma hidrelétrica em construção.&lt;br /&gt;Quase ao mesmo tempo, perceberam uma inscrição nítida e tosca numa parede e que dizia: &lt;br /&gt;Quando Você for martelo, não se esqueça de que já foi prego!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Martelo leu, não disse nada e continuou em sua inércia. O prego, no entanto, deu a maior importância à mensagem e principiou a refletir na dura missão dele, prego, que implantado a duras marteladas bem aplicadas em sua cabeça penetraria, lenta e sofridamente, no madeiramento até desaparecer quase por completo, quando então ficaria sustentando toda uma armação pesadíssima de caibros e tábuas, no mais completo anonimato.&lt;br /&gt;E, ai dele se apresentasse qualquer folga, por mínima que fosse, porque prontamente alguém perceberia e novas e contundentes marteladas o recolocariam no seu humilde e devido lugar.&lt;br /&gt;Ah! Martelo, disse o Prego, depois de relatar seu pensamento; não queira nunca ser prego.&lt;br /&gt;O Martelo refletiu por dois segundos e respondeu:&lt;br /&gt;Meu amigo; não pense que eu já nasci martelo. Não meu caro, eu já fui minério como você foi, passei por uma fundição, fui um valoroso prego na construção da usina de Tucuruí; sustentei orgulhosamente as tábuas que escoraram trechos das barragens de cimento e aço; depois fui rejeito, quase lixo; fui colhido e levado para Brasília onde fixei tábuas de barracos de úteis candangos (pregos humanos); tempos depois, virei lixo mesmo e fui catado por catadores de lixo, selecionado e remetido a uma fundição de reciclagem, quando então, junto com outros pregos, virei uma massa amorfa e posteriormente tomei a forma atual de martelo.&lt;br /&gt;Sou martelo mas sei que formamos um par na lida; par sumamente importante e indissolúvel pois todo trabalho é digno, toda função é importante e, nem um de nós atua ou é útil sem o outro.&lt;br /&gt;De que vale o prego sem o martelo?... Qual é a utilidade do martelo sem o prego?&lt;br /&gt;Assim também, nós, seres humanos, deveríamos sempre refletir na interdependência que existe entre nós e no quão importante é, que saibamos ver a importância de nosso próximo e a nossa própria sem  exagerarmos ou desmerecermos uma ou outra sem razão.&lt;br /&gt;A escada por onde se sobe é a mesma por onde se desce.&lt;br /&gt;                                                Rilmar J. Gomes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/253615482635196832-75291093833233717?l=ipameri-rilmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/feeds/75291093833233717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/09/o-prego-e-o-martelo-um-prego-e-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/75291093833233717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/253615482635196832/posts/default/75291093833233717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipameri-rilmar.blogspot.com/2009/09/o-prego-e-o-martelo-um-prego-e-um.html' title=''/><author><name>Rilmar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00164835708738747408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_BXoen9zcCU0/Sz3wMzlfrGI/AAAAAAAAADY/wqfjlkf-Zhg/S220/rilmar.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
